Apesar de demonstrar alinhamento à narrativa encampada pelo governo Lula e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em meio à tensão diplomática com os Estados Unidos, o jornal norte-americano The Washington Post reconheceu a influência do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) junto à Casa Branca.
Ao citar comunicados públicos do deputado, o jornal disse que Eduardo tem atuado junto ao governo norte-americano para impor sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, e aliados.
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Segundo a reportagem, publicada nesta quinta-feira, 17, caso Eduardo alcance o objetivo, uma eventual retaliação a Moraes ampliaria a crise diplomática entre Brasil e EUA.
Sem citar abusos do Judiciário em relação aos julgamentos relacionados aos atos do 8 de janeiro, o Washington Post deu a entender que a atuação de Eduardo teria o intuito de livrar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, de uma eventual condenação por suposta “tentativa de golpe”.
O jornal também trata a perseguição política à direita no Brasil apenas como uma alegação do deputado para justificar sua atuação junto à Casa Branca. O Washington Post ainda atribuiu a Eduardo o poder de “pressionar” o governo Trump para a imposição de sanções ao Brasil.
“Mesmo antes de Jair Bolsonaro ser acusado, em fevereiro, de conspiração para se manter no poder depois da sua derrota eleitoral em 2022, Moraes já havia se destacado como adversário dos aliados de Trump por sua campanha judicial contra a desinformação nas redes sociais”, diz um trecho da reportagem.
Jornal fala em impasse sobre medidas pleiteadas por Eduardo
A reportagem alega ter ouvido de fontes ligadas à Casa Branca que setores do governo Trump estariam contra eventuais sanções ao ministro Alexandre de Moraes.
“Duas pessoas disseram ter visto uma minuta da ordem proposta, mas informaram resistência inicial do Departamento do Tesouro dos EUA”, afirmou o jornal. “Um alto funcionário do Departamento de Estado confirmou o impasse, que ainda divide setores do governo americano.”
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Uma das fontes supostamente ouvida pelo jornal teria revelado temor de que “Eduardo ofereça conselhos políticos equivocados, arriscando uma guerra comercial com impacto negativo na economia brasileira”.
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