A recente decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de enviar uma notícia-crime a Alexandre de Moraes que pede a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, no Inquérito das Fake News gerou uma onda de críticas nos principais jornais do país. A medida fundamenta-se na publicação, por parte de Zema, de vídeos satíricos que utilizam fantoches para ironizar decisões judiciais que envolvem os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli.
Para a Gazeta do Povo, a iniciativa é um ataque direto à sátira política, elemento histórico das democracias. O editorial do jornal ressaltou que o vídeo apenas “ironizou, usando o exagero e outros recursos clássicos da sátira”, um episódio real de quebra de sigilo que envolve uma empresa da qual Toffoli é sócio.
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O texto também critica a justificativa de Gilmar sobre o uso de tecnologias avançadas. “Convenhamos: é preciso muita fé para acreditar que os espectadores do vídeo de fato tomarão um diálogo travado entre dois fantoches como retrato exato do que aconteceu – e muita má-fé para usar esse argumento como indício de existência de crime”, diz o veículo.
Exame “decisivo” para a saúde da democracia, diz Estadão
O Estado de S. Paulo seguiu tom semelhante, classificando a possível investigação como um “exame decisivo” para a saúde da democracia brasileira. O jornal paulista ressaltou que a inclusão do ex-governador no inquérito é um marco autoritário.
“Se Zema passar à condição kafkiana de investigado sem ter cometido crime algum, restará evidente que tanto a PGR como o STF estão dispostos a sacrificar o mais cívico dos direitos individuais sob o altar dos interesses particulares de Suas Excelências”, argumenta o editorial.
Além disso, o Estadão enfatiza ainda que Zema não inventou fatos, mas os ridicularizou. Dessa maneira, a confusão entre honra pessoal e ataque à instituição serve apenas para blindar ministros de escrutínio público.
Críticas à atuação de Gilmar e do STF
Já o jornal O Globo afirmou que “nada autoriza Gilmar a enviar notícia-crime a Moraes, pedindo que Zema seja investigado no Inquérito das Fake News”. Apesar disso, o veículo disse que deveria haver “maior comedimento” por parte de um pré-candidato à Presidência.
O veículo carioca afirmou que há erro processual da medida. Isso porque Zema, ao não ocupar mais o cargo de governador, não possui foro privilegiado. Dessa maneira, ele deveria ser processado, se fosse o caso, na primeira instância da Justiça.
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Os três veículos concordam que o Inquérito das Fake News se transformou em uma ferramenta “heterodoxa” e “abusiva”.
“A inclusão de Zema no Inquérito das Fake News é apenas mais uma prova da natureza intrinsecamente opaca e descabida dessa investigação,” conclui O Globo.






































O 🐸 acha que fez favor ao Estado de MG,Portanto, esse deve -lhe favores.