Uma decisão recente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou que a ação criminal proposta por Milton Neves Filho contra o jornalista José Carlos Amaral Kfouri deve continuar na Justiça. O caso será retomado na primeira instância para a coleta de provas.
O julgamento realizado pelos desembargadores concluiu que existem indícios suficientes para investigar a possibilidade de crime de injúria.
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A medida reverte decisão anterior que havia impedido o avanço da queixa-crime no Judiciário.
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Em 2024, Milton Neves entrou com uma ação judicial por calúnia e difamação contra o colunista Juca Kfouri. A origem do processo está em uma declaração de Kfouri ao ge, na qual sugeriu que as iniciais MN, de Milton Neves, significavam “mentiroso nato”.
Em abril de 2025, o TJSP havia decidido que a denúncia de Neves não apresentava fundamentos suficientes para ser aceita como ação penal.
Com o novo entendimento, o processo volta a tramitar, abrindo espaço para uma análise minuciosa dos fatos e eventual responsabilização, caso fique comprovada a acusação.
Os advogados Sergei Cobra Arbex e Zulaiê Cobra Ribeiro afirmam que reiteradas ofensas atingiram Milton Neves.
“Está provado mais uma vez que a inveja é o mau hálito da alma”, afirmou Milton Neves depois de tomar conhecimento da decisão judicial.
Juca Kfouri e Milton Neves estão brigando há quase duas décadas

O confronto entre os dois comunicadores não é recente. A rivalidade começou nos anos 1990 e, ao longo das décadas, gerou trocas de acusações e processos judiciais.
O ponto mais tenso da relação ocorreu em 2007, quando a Justiça condenou Milton Neves a pagar R$ 48 mil a Kfouri em um processo relacionado a acusações de inadimplência de pensão alimentícia.
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