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Lula se isenta de responsabilidade e desagrada até sua clientela, diz Estadão

Confrontado com contradições do seu passado na oposição, presidente continua agindo como se não fosse governo

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de entrega de Unidades Habitacionais do Minha Casa, Minha Vida no Residencial Cidade Jardim III. Fortaleza - CE
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de entrega de unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida no Residencial Cidade Jardim, em Fortaleza (CE) — 20/6/2024 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Partido dos Trabalhadores (PT) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva jamais foram capazes de entender seus papéis de dialogar com todas as forças políticas relevantes para administrar um país grande, complexo e imenso potencial. É o que afirma o jornal O Estado de S. Paulo em seu editorial desta segunda-feira, 8.

Segundo a publicação, apesar do discurso de que o presidente e sua sigla eram imbatíveis na oposição, eles jamais entenderam a regra de ouro dos oposicionistas, bem definida pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: uma oposição, para ser ouvida, precisa ter o que dizer.

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“Lula e o PT, porque nada tinham a dizer a não ser vender a utopia do atraso, sempre preferiram gritar”, diz o Estadão.

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Sem conseguir cumprir até mesmo as promessas de dar mais atenção às minorias e aos pobres, o governo de esquerda faz o que os petistas e Lula estão acostumados: se isentar de responsabilidade.

O jornal destaca que, dessa forma, o presidente Lula vem decepcionando até mesmo sua clientela preferencial.

“Confrontado com a baixa diversidade no governo, o presidente afirmou que é ‘mais difícil’ encontrar mulheres e pessoas negras para determinados cargos, argumentando que a sub-representatividade é consequência do fato de que esses grupos não tiveram participação na política ‘mais contundente'”, afirma o Estadão.

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Foi duramente criticado, embora o que ele reconheceu foi, no limite, similar à declaração da ministra do Planejamento, Simone Tebet, segundo a qual é “difícil” colocar mulheres negras na Esplanada dos Ministérios porque muitas são “arrimo de família”.

A postura de Tebet bastou para que a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, levasse à colega uma lista de profissionais negras que estariam “disponíveis” para serem indicadas ao governo. “Resta saber se Anielle fará o mesmo com o chefe”, diz o texto.

Lula não reage a fogo no Pantanal

Também nos últimos dias circulou uma lembrança incômoda a Lula: um comentário seu sobre os incêndios no Pantanal, feito em setembro de 2020.

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Na ocasião, com a Amazônia e o Pantanal em chamas, Lula se perguntava por que as Forças Armadas não estavam com grande contingente nas duas regiões, denunciava o desmonte dos mecanismos de prevenção a incêndios e acusava o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, de ser “um cidadão sem caráter e sem respeito pela natureza.”

“O resgate da declaração se justificou: o Pantanal está novamente em chamas, com a ocorrência do maior número de focos de incêndio desde que o índice começou a ser contabilizado”, diz o Estadão. “Tudo isso sem que o governo demonstre qualquer capacidade de reagir à altura.”

A publicação também cita outross exemplos, como as promessas de avançar na homologação e demarcação de terras indígenas, alçar o país à condição de potência verde, corrigir mazelas no campo dos direitos humanos e, sobretudo, articular um processo de união e reconstrução nacional.

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Uma vez no governo, Lula não tem conseguido destravar as pautas pleiteadas por indígenas, nem apresentar um plano claro de transição energética ou ainda atender às expectativas de movimentos sociais.

Ao mesmo tempo, destaca o jornal, permanece optando por ser uma fonte de permanente divisão num país que saiu cindido das urnas.

“É evidente a profundidade do abismo que separa o Lula da oposição e o Lula da Presidência”, diz o texto. “Na oposição, sobravam críticas virulentas e propostas megalomaníacas. No governo, faltam ideias, criatividade e capacidade de governar.”

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No entanto, algo em comum prevalece entre o Lula da oposição e o Lula presidente, segundo o Estadão: o discurso irresponsável, a retórica vazia e o proverbial cacoete de transferir aos outros – o mercado, os ricos, o Ocidente – a responsabilidade pela sua incompetência.

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7 comentários
  1. Ivan Sérgio de Paula lima
    Ivan Sérgio de Paula lima

    Estadão, bando de crápulas. Fizeram o L! Pix deve estar atrasando!

  2. David S
    David S

    Fica até difícil de se fazer um comentário sobre este cara.
    Temos que levar em consideração, que o cidadão em pauta, além da sua famigerada incompetência, hoje demonstra sinais de maluquice explícita….

  3. celso henrique bizerra garcia de figueiredo
    celso henrique bizerra garcia de figueiredo

    Esse imbecil se isenta de responsabilidade, tais de brincadeira, essa canalha é o maior responsável pela situação do Brasil, hoje.

  4. Otavio Lazario de Queiroz
    Otavio Lazario de Queiroz

    Isso é um lixo tanto lixo e não reciclavel

  5. ROBERTO MIGUEL
    ROBERTO MIGUEL

    ainda falam em demarcação de terra indígena. são os maiores latifundiários do Brasil

  6. Renato Valentim
    Renato Valentim

    O “Estadão” não tinha noção de que seria assim, coitadinhos!!!

  7. Vanildo
    Vanildo

    Antes tarde do que nunca. Espero sinceramente que a honestidade volte a dirigir o jornalismo de nosso Pais.

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