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Paramount pede ao Cade fusão sem restrições com Warner

Empresa afirma que vai manter ativos no Brasil, incluindo canais esportivos

UFC, uma das atrações esportivas da Paramount | Foto: Reprodução/X/@UFConParamount
UFC, uma das atrações esportivas da Paramount | Foto: Reprodução/X/@UFConParamount

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A Paramount solicitou ao Cade a aprovação da fusão com a Warner sem restrições no Brasil, afirmando que manterá todos os ativos no país, incluindo canais esportivos, e que a operação não prejudicará a concorrência. O pedido foi feito durante a análise do Cade sobre os impactos da fusão, que já foi autorizada em países como Austrália e China. A Paramount argumenta que o mercado de entretenimento é mais amplo, englobando streaming e redes sociais, e que a fusão não resultará em concentração excessiva de mercado.

A Paramount protocolou no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um pedido para que a fusão com a Warner seja aprovada sem qualquer restrição no Brasil. No documento, a companhia afirma que pretende manter todos os seus ativos no país, incluindo os canais esportivos, e sustenta que a operação não provocará prejuízos à concorrência.

A manifestação foi apresentada no processo em que o Cade analisa os impactos da união entre as gigantes do entretenimento. Segundo a empresa, não há necessidade de vender canais esportivos, como a TNT Sports, nem outros ativos da Warner para que a operação seja aprovada. A Paramount também destacou que autoridades regulatórias de países como Austrália e China já autorizaram a fusão sem impor restrições.

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Paramount vê ampliação do entretenimento

A companhia argumenta que o mercado de entretenimento se tornou muito mais amplo do que a televisão por assinatura, passando a incluir plataformas de streaming, redes sociais e serviços de vídeo sob demanda. Por isso, avalia que a operação não reduzirá significativamente a concorrência nem resultará em concentração excessiva de mercado.

O processo está sob análise do Cade, que poderá aprovar a operação integralmente, impor condições para sua realização ou até rejeitá-la. Entre as possibilidades avaliadas pelo órgão está a exigência de venda de ativos caso entenda que a fusão possa comprometer a livre concorrência, hipótese que a Paramount tenta afastar em sua manifestação.

Leia também: “Bye Bye Brasil em Paris”, reportagem publicada na Edição 328 da Revista Oeste

Caso seja aprovada, a união entre Paramount e Warner criará um dos maiores grupos globais de mídia e entretenimento, reunindo estúdios de cinema, canais de televisão, plataformas de streaming e direitos de transmissão esportiva em uma única companhia.

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