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Pesquisa do Butantan sobre veneno de peixe é revisada por crianças

Estudantes norte-americanos ajudaram no processo de simplificação do conteúdo

Pesquisa butantan crianças
A pesquisa do Butantan sobre o peixe niquim ganhou uma ilustração | Foto: Plataforma zebrafish via BBC

Uma pesquisa do Instituto Butantan, de São Paulo, foi publicada numa revista científica revisada e editada apenas por crianças, a Frontiers for Young Minds.

A equipe de pesquisadores brasileiros está investigando venenos de peixes peçonhentos, segundo reportagem publicada na terça-feira 1º, pela BBC News. A pesquisa deu detalhes de um experimento que avaliou a molécula de peptídeo do Thalassophryne nattereri (TnP).

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Thalassophryne nattereri é o nome científico do peixe niquim, encontrado em toda a Região Nordeste do Brasil. Para os pesquisadores, a substância do veneno do peixe tem potencial de ser usada no tratamento de doenças inflamatórias, como asma e esclerose múltipla.

Como funciona a revista revisada por crianças que recebeu estudo do Butantan

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Pesquisadora do Butantan analisa embrião do peixe zebra | Foto: José Felipe Batista e Renato Rodrigues/Comunicação Butantan via BBC

Na Frontiers for Young Minds, que recebeu o estudo do Butantan, o artigo é revisado por crianças de escolas norte-americanas.

Elas fazem isso com o auxílio de professores, que mostram as principais dúvidas do artigo e contribuem para que sua versão definitiva seja compreendida por qualquer pessoa — inclusive por uma criança.

Os cientistas do Butantan e as crianças tiveram reuniões e conversas para deixar o texto o mais claro possível. Elas pediram, inclusive, um glossário com as palavras técnicas mais difíceis.

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As crianças também sugeriram que os cientistas do Butantan incluíssem ilustrações da anatomia do niquim e as etapas do desenvolvimento do peixe zebra, outra espécie citada no estudo.

“Talvez o nosso grande desafio como cientistas é conseguir demonstrar a grandiosidade de nosso trabalho, de modo que todas as pessoas possam entender”, disse a farmacêutica Carla Lima, do Laboratório de Toxinologia Aplicada (Leta) do Butantan, à BBC News.

A farmacêutica acrescentou que, quando os pesquisadores saem da zona de conforto para conversar com o público, podem até aprimorar o “próprio trabalho e encontrar respostas para algumas perguntas”.

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