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PT enfrenta dificuldade para se conectar aos trabalhadores, diz Bloomberg

Agência de notícias avalia que Lula 'já não pode contar automaticamente' com o apoio da classe trabalhadora

pt - Lula é a principal liderança do Partido dos Trabalhadores | Foto: Alessandro Dantas/PT
Lula é a principal liderança do Partido dos Trabalhadores | Foto: Alessandro Dantas/PT

O Partido dos Trabalhadores (PT) enfrenta dificuldade para se conectar à classe trabalhadora em meio às mudanças no mercado de trabalho, segundo reportagem da agência internacional Bloomberg publicada nesta quarta-feira, 1º. De acordo com o texto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu a perda de conexão com a base histórica do partido e defendeu a necessidade de retomar o diálogo com a população.

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Em discurso citado pela Bloomberg, Lula afirmou que o PT precisa “ir para a rua conversar com o povo” e fazer uma reflexão sobre sua trajetória. A fala ocorreu durante evento na Bahia que marcou o aniversário de 46 anos da legenda, em fevereiro deste ano.

Dados recentes de opinião pública reforçam esse cenário. Pesquisa do PoderData, realizado entre 21 e 23 de março, mostra que 61% dos brasileiros desaprovam o presidente. No campo eleitoral, levantamento Paraná Pesquisas divulgado em 30 de março mostra Flávio Bolsonaro numericamente à frente do petista em um eventual segundo turno.

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PT não consegue conexão com novos trabalhadores

A Bloomberg avalia que o PT, historicamente ligado ao movimento sindical, já não pode contar automaticamente com o apoio dos novos trabalhadores. Isso ocorre em um contexto de transformação do mercado, com redução de empregos industriais e crescimento do trabalho por aplicativos, como transporte e entregas.

Esse novo perfil, majoritariamente masculino e mais jovem, concentra maior desaprovação ao governo. Ao mesmo tempo, lideranças do partido reconhecem a dificuldade de diálogo com esse grupo e defendem maior presença nas periferias.

O governo também tenta avançar com propostas voltadas a esses trabalhadores, como regras para garantir remuneração mínima, transparência nos sistemas que distribuem corridas e acesso à previdência. Representantes do setor criticam as medidas e afirmam que elas podem reduzir a flexibilidade do trabalho.

Governo Lula quer tentar conquistar o voto dos entregadores de aplicativos | Foto: Shutterstock

Leia também: “O fim do consórcio de imprensa”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 150 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. ELIAS
    ELIAS

    Lula e o PT representam um político jurássico e um partido mumificado. Já não falam a língua dos trabalhadores modernos e não se conectam à população, pelo menos àquela que não está pendurada em benefícios sociais compradores de votos.

  2. João Baptista
    João Baptista

    O governo não quer regulamentar o trabalho de entregadores por aplicativo. Quer encontrar um jeito de taxar a atividade. Simples assim.

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