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PF investiga lavagem de dinheiro por tráfico internacional de drogas

Seis mandados de busca e apreensão e sete ordens judiciais de bloqueio de imóveis em Campinas e Monte Mor (SP) estão sendo cumpridos
A Operação Lavaggio apura crimes de ocultação de bens e capitais obtidos com lucros provenientes de tráfico internacional de drogas
A Operação Lavaggio apura crimes de ocultação de bens e capitais obtidos com lucros provenientes de tráfico internacional de drogas | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 10, a Operação Lavaggio, para apurar crimes de ocultação de bens e capitais obtidos com lucros provenientes de tráfico internacional de drogas, praticados a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. A investigação teve início com a análise de documentos e informações de inteligência policial obtidos durante a Operação Overload, que reuniu provas, identificou e bloqueou bens imóveis e dinheiro oriundos de ganhos ilícitos com o tráfico internacional de drogas de um dos investigados. Hoje estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão e sete ordens judiciais de bloqueio de imóveis em Campinas e Monte Mor (SP), cujo valor pode chegar a mais de R$ 3 milhões.

Durante as investigações da Operação Overload, constatou-se que o investigado fazia parte do núcleo de operadores externo do tráfico internacional no Aeroporto Internacional de Viracopos, sendo um dos responsáveis pela organização e tratativas com investidores e traficantes estrangeiros na Europa, bem como pela cooptação de empregados internos do aeroporto. Na Operação Overload, constatou-se que a movimentação de alguns investigados chegou a R$ 10 milhões, tendo sido apreendidos naquela oportunidade veículos e dinheiro no valor de R$ 3 milhões. Sete pessoas permanecem presas em decorrência da Operação Overload. A Polícia Federal identificou, ao menos, 20 atos de lavagem relacionados ao investigado, contabilizando alienações de veículos e compras de imóveis (apartamentos, casas, chácaras), o que foi feito envolvendo familiares do suspeito cuja renda é incompatível com as transações, além de terceiros e pessoas jurídicas. Os envolvidos responderão pelo crime de lavagem de dinheiro. Se condenados, poderão ficar dez anos na prisão.

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