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Réu, Witzel defende-se de acusações: ‘processo penal duvidoso’

Governador afastado do RJ reclama de decisão do STJ contra ele
Wilson Witzel: afastado do poder e réu por corrupção e lavagem de dinheiro
Wilson Witzel: afastado do poder e réu por corrupção e lavagem de dinheiro | Foto: Divulgação

O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), usou o Twitter para se posicionar contra mais uma decisão do Poder Judiciário desfavorável a ele. Por meio do Twitter, o político definiu como “processo penal duvidoso” a ação aceita pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o transformou em réu pelos crimes de corrupção (ativa e passiva) e lavagem de dinheiro.

“Infelizmente, o recebimento de denúncia criminal no Brasil ainda se faz com base no princípio do in dubio pro societate, permitindo-se um processo penal duvidoso e recheado de acusações falhas”, alegou Witzel. Assim, negou as acusações que recaem sobre ele no “Covidão” fluminense e colocou-se na condição de vítima. O integrante do PSC não pontuou, no entanto, ter sido derrotado por unanimidade no julgamento realizado nesta semana pela Corte Especial do STJ.

“Farei minha defesa com a certeza de que serei absolvido. Jamais pratiquei qualquer ato ilícito na minha vida”

Ainda pela rede social, Witzel lembrou que antes de se tornar governador do Rio de Janeiro — nunca havia disputado eleição até 2018 — seguiu carreira como juiz federal. Afirmou, ainda, ter a certeza de que provará a sua inocência. “Pela minha experiência como magistrado, é desta forma que avalio. Farei minha defesa com a certeza de que serei absolvido. Jamais pratiquei qualquer ato ilícito na minha vida. Este é um processo meramente político contra mim.”

Witzel Fora do poder

Eleito governador do Rio de Janeiro em outubro de 2018, Wilson Witzel foi afastado do cargo em agosto do ano passado pelo STJ — e tem sofrido seguidas derrotas na tentativa de voltar ao poder. Agora réu no âmbito do Covidão, suspeitas de desvio de dinheiro público da Saúde em plena pandemia de covid-19, ele ainda responde a processos de impeachment abertos na Assembleia Legislativa do Estado.

Leia também: “O MP está doente”, artigo do jornalista J. R. Guzzo publicado na Edição 47 da Revista Oeste

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