A cultura do cancelamento e o fim das universidades

A instituição supostamente encarregada de manter vivos o conhecimento e a memória das sociedades livres está sob ameaça de linchadores, diz Dagomir Marquezi na Oeste
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'A cultura do cancelamento está atacando especialmente a instituição supostamente encarregada de manter vivos o conhecimento e a memória das sociedades livres'
'A cultura do cancelamento está atacando especialmente a instituição supostamente encarregada de manter vivos o conhecimento e a memória das sociedades livres' | Foto: Reprodução

Em sua coluna publicada na Edição 59 da Revista Oeste, Dagomir Marquezi faz um importante alerta sobre as universidades. Se as veneráveis instituições de ensino se submeterem aos fanáticos canceladores, terão o mesmo destino da fita cassete e das carruagens, diz o colunista.

“A cultura do cancelamento está atacando especialmente a instituição supostamente encarregada de manter vivos o conhecimento e a memória das sociedades livres — a universidade. O sociólogo húngaro-canadense Frank Furedi, em artigo para a revista britânica Spiked, conta um caso exemplar ocorrido na respeitável universidade britânica de Sheffield. Em nome da ‘inclusão’, a direção da Sheffield está aconselhando o cancelamento nos currículos de ninguém menos que Isaac Newton (1643-1727)”, relata Marquezi.

Leia outro trecho:

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“Newton construiu algumas das fundações da moderna ciência, estabelecendo as bases da óptica. Ele criou as três leis do movimento na Mecânica. Formulou a lei da gravidade universal. Na Matemática, foi ele quem desenvolveu o cálculo infinitesimal. Nada disso importa aos canceladores da Universidade de Sheffield. Para eles, Isaac Newton é apenas um ‘beneficiário das atividades da era colonial’. Ele representaria uma ‘visão eurocêntrica’. […]

Newton é apenas um dos alvos dos acadêmicos ‘progressistas’ da Sheffield. Os filósofos David Hume e John Locke já estão sendo ‘rebaixados’ porque alguns estudantes mais sensíveis ficaram ‘estressados com suas concepções tidas como inadequadas’. O filósofo e economista escocês Adam Smith, um dos pilares da ciência econômica, o grande teórico do mecanismo de mercado, um dia ousou separar em um de seus textos as nações ‘civilizadas’ das nações ‘selvagens’. Resultado: ‘Racista! Cancela!’.

Revista Oeste

Além do artigo de Dagomir Marquezi, a Edição 59 da Revista Oeste traz reportagens especiais e textos de J. R. Guzzo, Guilherme Fiuza, Ana Paula Henkel, Rodrigo Constantino, Evaristo de Miranda, Theodore Dalrymple, entre outros.

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3 comentários Ver comentários

  1. Vai ser uma grande PIADA. Estão cancelando porque a ESQUERDA não gosta de estudar. Apenas criar narrativas e um povo beocio. Viva 1984. O grande IRMÃO

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