Horas antes de o Hamas anunciar que aceita o acordo de paz de Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos fez uma exigência direta ao grupo terrorista. Ele havia estabelecido o próximo domingo, 5, como prazo final para que um novo plano sobre o futuro de Gaza fosse aceito.
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Trump advertiu que caso o grupo não concordasse até as 18h, horário de Washington, poderia enfrentar represálias severas. O anúncio foi feito por meio de publicações em seu perfil no Truth Social nesta sexta-feira, 3.
“Um acordo deve ser alcançado com o Hamas até domingo à noite, às SEIS (6) DA TARDE, horário de Washington, D.C”, escreveu Trump. “Todos os países aderiram! Se esse acordo de ÚLTIMA CHANCE não for alcançado, um inferno como nunca visto antes se abaterá sobre o Hamas”.
Detalhes da proposta de Trump e reações do Hamas

Na última terça-feira, 30, Trump já havia comunicado que o Hamas teria entre três e quatro dias para analisar uma proposta com 20 pontos, entre eles a exigência de desarmamento do grupo, já rejeitada anteriormente pelo Hamas. De acordo com fonte próxima ao grupo ouvida na quarta-feira, 1º, o texto ainda estava sob avaliação.
O plano apresentado pelo governo dos Estados Unidos prevê cessar-fogo imediato, soltura de todos os reféns sob poder do Hamas, libertação de alguns palestinos presos por Israel, retirada gradual israelense de Gaza, desarmamento do Hamas e instalação de uma administração provisória internacional.
“ESSE ACORDO TAMBÉM SALVA A VIDA DE TODOS OS COMBATENTES REMANESCENTES DO HAMAS! Os detalhes do documento são conhecidos pelo MUNDO, e é ótimo para TODOS! Teremos PAZ no Oriente Médio, de um jeito ou de outro”, acrescentou Donald Trump. “A violência e o derramamento de sangue irão parar. LIBERTEM OS REFÉNS, TODOS ELES, INCLUINDO OS CORPOS DOS QUE MORRERAM, AGORA!”
Leia também: “Batalha de Gaza: é hora de escolher um lado”, artigo de Brendan O’Neill, da Spiked, na Edição 290 da Revista Oeste
Palestinos: Entraram em Israel para trabalhar e fizeram o que todos nós testemunhamos em 7 de outubro. Entraram no Líbano e causaram uma guerra civil, a disseminação de armas e o caos que continua até hoje. Viveram na Jordânia e tentaram derrubar o rei jordaniano no que foi chamado de “Setembro Negro”. Entraram na Síria, mataram o povo sírio e cavaram túneis na cidade síria de Ghouta. Entraram no Egito, mataram soldados egípcios e os massacraram no deserto do Sinai. Entraram no Kuwait para trabalhar e, quando Saddam Hussein invadiu o Kuwait, eles se aliaram a Saddam Hussein contra o Kuwait, que os havia acolhido. Entraram no Iraque e se tornaram homens-bomba, explodindo-se em mercados populares (transc)