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A saga da 'esmeralda amaldiçoada' prestes a voltar ao Brasil depois de uma década

Pedra preciosa achada na Bahia está avaliada em quase R$ 5 bilhões

Justiça dos EUA determina retorno da Esmeralda Bahia ao Brasil
A esmeralda é objeto de disputa judicial há mais de 10 anos | Foto: Divulgação/Los Angeles County

A saga da Esmeralda Bahia, uma das maiores pedras preciosas do mundo, está prestes a chegar ao fim, depois de mais de uma década.

A decisão do juiz Reggie Walton, da Corte Distrital de Columbia, nos Estados Unidos, que valida o entendimento do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), pode finalmente garantir que a esmeralda, com valor estimado em R$ 5 bilhões, retorne ao Brasil.

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Pesando 380 quilogramas, a pedra foi encontrada em 2001, no município de Pindobaçu, na Bahia, em uma região conhecida pela rica extração de esmeraldas.

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A Esmeralda Bahia foi encontrada em no município de Pindobaçu, no interior da Bahia
O município de Pindobaçu, no interior da Bahia é o local de descobrimento da gema | Foto: Prefeitura de Pindobaçu

A história da Esmeralda Bahia, contudo, começou a tomar contornos dramáticos em 2005, quando foi retirada ilegalmente do Brasil e enviada aos Estados Unidos, onde passou por uma disputa entre comerciantes norte-americanos e o governo brasileiro.

O juiz Walton concordou com a decisão do TRF-3 segundo a qual houve exportação ilegal. Dessa forma, ele respaldou o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) de que a esmeralda fosse devolvida ao Brasil. A decisão será oficializada em 6 de dezembro, com um prazo de 60 dias para as partes interessadas recorrerem. Até lá, a pedra permanece sob custódia da Polícia de Los Angeles.

A trajetória da Esmeralda Bahia

A pedra saiu do Brasil pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, onde foi declarada na alfândega como uma porção de asfalto e betume, no valor de US$ 100. Em 2011, as autoridades americanas alertaram o governo brasileiro sobre uma disputa jurídica na Califórnia pela propriedade da pedra.

O caso ganhou notoriedade internacional e, nos Estados Unidos, a esmeralda ficou conhecida como “amaldiçoada” devido às histórias que surgiram ao longo de sua trajetória. Após ser enviada a Nova Orleans, ela acabou submersa durante as enchentes causadas pelo Furacão Katrina em 2005, mas resistiu.

Posteriormente, autoridades levaram a pedra a Los Angeles, onde houve um confisco pela polícia local, de acordo com a emissora britânica BBC. Os comerciantes norte-americanos se defenderam sob a alegação de que compraram a esmeralda de boa-fé e que a transação ocorreu de forma legítima. Eles apresentaram contratos de compra e venda para justificar a posse.

No entanto, o procurador da AGU, Boni de Moraes Soares, argumenta que, no mercado de pedras preciosas, as transações precisam seguir uma regulamentação rigorosa, e compara o processo à compra de um imóvel, na qual a verificação da legalidade é essencial. Ele afirma estar confiante de que os recursos apresentados pelos comerciantes não terão sucesso.

A investigação sobre o destino da pedra revelou que os empresários brasileiros Elson Alves Ribeiro e Ruy Saraiva Filho estavam por trás da exportação ilegal da esmeralda. Em 2017, eles foram condenados por receptação, contrabando e uso de documentos falsos. A sentença determinou o confisco da pedra e sua devolução ao patrimônio nacional.

O governo brasileiro adotou estratégias jurídicas para reaver a esmeralda, que inclui um pedido de cooperação internacional ao Departamento de Justiça dos EUA, o qual resultou no bloqueio da pedra em 2015. Desde então, a disputa tem sido conduzida pela Justiça norte-americana, e o Brasil é representado por um escritório de advocacia especializado.

Esmeralda deve ir para um museu

Apesar da longa disputa, o Brasil não busca obter lucro financeiro com a pedra. O procurador Boni de Moraes Soares afirmou ao jornal norte-americano The Washington Post, em outubro, que o país deseja apenas recuperar seu patrimônio cultural.

Mina Carnaíba, em Pindobaçu, é "o refúgio das esmeraldas" baiano
Mina Carnaíba, em Pindobaçu, é “o refúgio das esmeraldas” baiano | Foto: Reprodução/O Globo

A intenção é que a esmeralda seja exposta no Museu Nacional do Rio de Janeiro, onde poderá ser apreciada como uma peça única da geologia brasileira. “Queremos ter o patrimônio nacional de volta ao país”, disse ele. O procurador da AGU acrescenta ainda que se trata de um caso único, dadas as características particulares da gema.

O valor atribuído à Esmeralda Bahia variou ao longo do tempo, e algumas estimativas chegam a US$ 925 milhões (R$ 5 bilhões). Entretanto, o interesse do governo brasileiro seria exclusivamente em recuperar o bem cultural, não em negociar a pedra. “O valor é secundário”, disse Soares. “Queremos que ela seja exposta em um museu.”

O fim desse processo legal representa uma vitória da colaboração entre as autoridades brasileiras e norte-americanas, segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“Mais do que um bem patrimonial, a Esmeralda Bahia é um bem cultural brasileiro, que será incorporado ao nosso museu geológico”, comemorou Messias. “É um motivo de alegria essa vitória decorrente da ação conjunta.”

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7 comentários
  1. Otacílio Cordeiro Da Silva
    Otacílio Cordeiro Da Silva

    Tudo o que tem no mundo é pra gente usar. Se é só para guardar, então não vale grande coisa.

  2. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Essa gema, (gema, Brasil, gema que eu gosto) vai incorporar o patrimônio de algum defensor intransigente da “democracia”.

  3. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Vai ter o mesmo destino da taca Jules Rimet

  4. Joaquim Rodrigues da Silva
    Joaquim Rodrigues da Silva

    Pena é q luladrão e seus comparsas vão roubala.

  5. Jansen R Ferreira
    Jansen R Ferreira

    Se ficar no Rio de Janeiro, será roubada em 30 dias!

  6. OTNIP M. IAVI
    OTNIP M. IAVI

    Que seja vendida e os recursos sejam destinados para resolver o problema da fome endemica na Bahia, resultado de governos socialistas comunistas corruptos e ladroes. Museu,,,,,,,,,,,,,,,,,,,KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK inventem outra historia.

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