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A situação em Mariupol é desumana, afirma Zelensky

Os soldados russos intensificaram seus ataques na cidade portuária, localizada a 630 quilômetros de Kiev

Zelensky
Foto: Divulgação/Ukrinform

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, revelou no sábado 16 que está preocupado com os últimos relatos sobre Mariupol, cidade localizada a 630 quilômetros de Kiev. Nas últimas semanas, os soldados russos intensificaram seus ataques em diversas regiões da cidade portuária.

“A situação em Mariupol continua tão grave quanto possível”, alertou o líder ucraniano, em vídeo divulgado nas redes sociais. “A Rússia está deliberadamente tentando destruir todos os que estão na cidade.”

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Os moradores, que eram mais de 400 mil antes da invasão, agora somam apenas 100 mil. Eles estão sem energia, água e tratamento médico desde o início de março. Em razão dos saques praticados pelos militares russos nos supermercados, não há alimentos nem medicamentos suficientes.

“Existem apenas duas maneiras de alterar esse cenário”, observou Zelensky. “Ou nossos parceiros fornecem imediatamente à Ucrânia todas as armas pesadas necessárias, ou teremos de abrir uma negociação com a Rússia, na qual nossos parceiros também terão um papel decisivo.”

O presidente ucraniano ainda lembrou que a contribuição das potências globais não surtiu efeito. “Embora tenhamos percebido as tentativas de ajuda daqueles que têm posições de influência internacional, nenhuma delas foi concretizada”, ressaltou. Em março, o presidente da França, Emmanuel Macron, propôs que a população de Mariupol fugisse pelo mar. Não deu certo.

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Para os ucranianos, a permanência em Mariupol tornou-se um símbolo de resistência nacional. Na semana passada, o comandante do batalhão paramilitar Azov na cidade, Denys Prokopenko, divulgou um vídeo em que diz: “Homens reais escolhem o caminho da guerra”. Ele também denunciou os soldados que se renderam e disse que esses militares escolheram “o caminho da vergonha”.

No caso dos russos, controlar Mariupol resultaria em sua primeira grande vitória desde o início da invasão. Isso garantiria ao Kremlin um extenso corredor terrestre em direção à Península da Crimeia, que Moscou anexou em 2014, e privaria os ucranianos de importantes ativos industriais da região.

Leia também: “Putin, a Mãe Rússia e o Ocidente”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 102 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Zelensky, Biden, Putin… Não são só esses os responsáveis pela destruição da Ucrânia são os burocratas de Bruxelas também, todos eles. Esses países da UE, enfrentrão uma situação complicada, não tanto como os civis ucranianos e em menor grau, os civis russos. A inflação de alimentos já está chegando, exagerando um pouco, aos patamares da República de Weimar na Alemanha pós 1ª Guerra Mundial, se não tomarem cuidado vão chegar até lá, podem anotar. Tudo isso para puxar o saco do Biden, os americanos estão pouco se lixando para esses europeus. Para alguns deles, quanto pior, melhor.

  2. França
    França

    Arrega logo Zelensky, evite a destruição do seu país… A Rússia não irá parar antes da vitória… Esse Zelensky é muito vaidoso e está se achando o máximo, enquanto seu país se desfaz… Não estou aqui concordando com a guerra, porém, os ucranianos são mais russos que qualquer outra coisa e essa coisa de entrar para o lado da UE e OTAN, jamais será permitido pela Rússia… Então esse Zelensky deveria descer do pedestal e firmar o acordo com o país irmão…

  3. Antônio Soares De Mendonça
    Antônio Soares De Mendonça

    Três canalhas: zelensky, Biden e Putin.

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