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Ação conjunta prende ‘testa de ferro’ de Maduro

EUA e Venezuela detêm, em Caracas, operador do regime chavista acusado de corrupção e lavagem de dinheiro

O empresário Alex Saab, considerado “testa de ferro” do ditador deposto Nicolás Maduro | Foto: Reprodução/Redes sociais
O empresário Alex Saab, considerado 'testa de ferro' do ditador deposto Nicolás Maduro | Foto: Reprodução/Redes sociais

O empresário Álex Saab, apontado como um dos principais operadores financeiros e “testa de ferro” do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, foi preso nesta quarta-feira, 4, em Caracas durante uma operação conjunta entre órgãos de segurança da Venezuela e autoridades dos Estados Unidos. A ação marca um episódio incomum de cooperação direta entre os dois países, historicamente em lados opostos no cenário diplomático.

Segundo as informações mais recentes, Saab foi detido por agentes do serviço de inteligência venezuelano, com apoio de investigadores norte-americanos, no âmbito de apurações que envolvem esquemas internacionais de corrupção, lavagem de dinheiro e uso de empresas de fachada. O empresário é considerado peça-chave na engrenagem financeira do regime chavista.

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O parceiro de Maduro

Álex Saab já esteve no centro de investigações internacionais nos últimos anos. Ele havia sido preso em 2020, durante uma escala em Cabo Verde, e posteriormente extraditado aos Estados Unidos, onde respondeu a processos relacionados a movimentações financeiras ilícitas e contratos suspeitos firmados com o governo venezuelano.

Em 2023, Saab foi libertado depois de um acordo diplomático que envolveu negociações entre Caracas e Washington, incluindo a liberação de cidadãos norte-americanos detidos na Venezuela. Desde então, seu retorno ao país reacendeu questionamentos sobre seu papel nos bastidores do regime.

Leia também: “Uma insanidade do nosso tempo”, artigo publicado na Edição 307 da Revista Oeste

A nova prisão ocorre em um contexto de rearranjo pragmático nas relações entre Venezuela e Estados Unidos, marcado por negociações pontuais e interesses convergentes em temas específicos. Para analistas, a operação conjunta mostra que setores do próprio governo Maduro podem estar dispostos a sacrificar figuras estratégicas para aliviar pressões internacionais.

Ainda não está claro se Saab será novamente extraditado para os Estados Unidos ou se permanecerá sob custódia da Justiça venezuelana. A decisão dependerá de acordos jurídicos e políticos em andamento.

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