O aspartame, um dos adoçantes artificiais mais usados no mundo, será listado como “possivelmente cancerígeno para humanos” pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A substância é encontrada, por exemplo, em refrigerantes sem açúcar como a Coca-Cola.
De acordo com a agência de notícias Reuters, a indicação será feita em julho pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), que estuda a doença na organização internacional.
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A decisão da Iarc, finalizada no início deste mês após uma reunião dos especialistas externos do grupo, tem como objetivo avaliar se algo é um potencial perigo ou não, com base em todas as evidências publicadas.
Os adoçantes artificiais não nutritivos são alvo da OMS desde maio, quando a entidade afirmou que eles não devem ser usados para perda nem manutenção do peso corporal. A diretriz incluía o aspartame.
Na recomendação anterior, a OMS revelou que o uso de adoçantes pode estar relacionado ao desenvolvimento de doenças como diabetes tipo 2, problemas cardiovasculares e certos tipos de cânceres em adultos. Contudo, também classificou as evidências científicas relacionadas a esse risco como de “baixas a moderadas”.
De acordo com a agência norte-americana reguladora de alimentos e medicamentos (FDA), a recomendação diária de consumo dessas substâncias adoçantes varia de acordo com o composto.
O limite do aspartame, possível alvo da nova recomendação, é de 50 mg/kg por dia. A ingestão da sacarina é de até 15mg/kg. O limite da sucralose é ainda mais baixo, de 5 mg/kg.
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