Airbnb mantém negócios com empresa suspeita na China

Em 2020, Donald Trump havia banido os relações com XPCC por cumplicidade no genocídio da população uigur
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A empresa disse que cumpre todas as determinações dos Estados Unidos
A empresa disse que cumpre todas as determinações dos Estados Unidos | Foto: Divulgação

Uma investigação apontou que o Airbnb — empresa americana que opera no mercado de hospedagem on-line — mantém mais de dez casas disponíveis para aluguel na região chinesa de Xinjiang.

Os imóveis estariam em terras pertencentes ao Xinjiang Production and Construction Corps (XPCC), uma organização paramilitar sancionada pelos Estados Unidos (EUA) por cumplicidade no genocídio e no trabalho forçado da população uigur, minoritária muçulmana, que habita a região.

A revelação foi feita pelo portal de notícias norte-americano Axios nesta terça-feira, 30.

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Turismo na região

A região no noroeste da China é um destino popular para turistas chineses, que viajam em busca de belas paisagens. O governo local está demolindo bairros tradicionais uigures e templos religiosos, substituindo-os por atrações para turistas.

Uigures de cidades com anúncios do Airbnb foram sistematicamente detidos em instalações de internação em massa, que estão, em alguns casos, localizadas perto das casas alugadas.

Os 14 locais identificados que o Airbnb mantém como aluguéis estão todos dentro dos limites de terra pertencentes pelo XPCC, informou o portal.

XPCC foi banido de negócios em 2020

Em julho de 2020, o governo de Donald Trump baniu o XPCC de negócios com empresas norte-americanas, por cumplicidade no genocídio em curso e repressão contra minorias étnicas na região.

O XPCC opera algumas das instalações de internação em massa em Xinjiang, onde vários estabelecimentos relatam que 1 milhão ou mais uigures étnicos foram detidos, submetidos a tortura e doutrinação e forçados a renunciar às suas crenças religiosas.

O que diz o Airbnb

“Levamos nossa obrigação de cumprir as determinações do Tesouro dos EUA incrivelmente a sério. As regras exigem que o Airbnb trie as partes com quem estamos transacionando, não os proprietários de terras subjacentes”, disse o porta-voz do Airbnb, Christopher Nulty, em comunicado fornecido à Axios.

O Airbnb informou ainda que esses 14 imóveis trouxeram um total de pouco mais de US$ 6,5 mil nos últimos 12 meses, e que cinco deles não tinham reservas durante esse período. “As estadas na China representaram aproximadamente 1% da receita dos últimos anos.”

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