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Alemanha acusa Rússia de ataques cibernéticos e desinformação

Berlim atribui ofensiva digital à inteligência de Moscou e avalia resposta diplomática

Kremlin
Kremlin de Moscou | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O governo da Alemanha responsabilizou a Rússia por dois ataques cibernéticos que comprometeram a segurança do país. Segundo as autoridades, as ações atingiram o setor aéreo em 2024 e interferiram nas eleições gerais realizadas em fevereiro deste ano.

O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha convocou o embaixador russo nesta sexta-feira, 12, e afirmou que avalia novas medidas diplomáticas.

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Um porta-voz da pasta argumentou que o grupo APT28 conduziu a ofensiva digital contra o espaço aéreo alemão. “Agora podemos atribuir com clareza o ciberataque contra a Segurança Aérea Alemã em agosto de 2024 ao grupo de hackers APT28, também conhecido como Fancy Bear”.

A mesma fonte informou que, por meio da operação Storm 1516, a Rússia tentou influenciar o pleito federal deste ano.

O governo alemão também estuda apoiar novas sanções contra indivíduos e grupos envolvidos em “ações híbridas”. As medidas seriam coordenadas com outros países da União Europeia.

Berlim tem acusado Moscou de empregar estratégias como espionagem, sabotagem e desinformação. Entre os episódios estão voos de drones não identificados sobre aeroportos europeus nos últimos meses.

Reino Unido faz alerta sobre desinformação russa

O Reino Unido também denunciou, nesta semana, o avanço das ameaças híbridas. Um documento oficial do Ministério das Relações Exteriores britânico indica tentativas de desestabilizar democracias europeias por meio de ações físicas, cibernéticas e campanhas informativas.

A chefe da diplomacia do país, Yvette Cooper, detalhou novas sanções impostas a grupos russos. Entre os alvos está o canal Rybar, popular no Telegram e com conteúdo publicado em 28 idiomas. O veículo teria usado investigações forjadas e inteligência artificial para beneficiar o regime de Vladimir Putin.

+ Leia também: “Zelensky admite possibilidade de referendo sobre cessão de territórios à Rússia”

Segundo Cooper, o Rybar se apresenta como independente, mas recebe verbas de Moscou e de empresas estatais. O veículo também teria colaborado com serviços de inteligência do país.

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