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Alemanha quer banir anúncios de 'alimentos não saudáveis'

Proposta recebeu críticas da indústria e do Parlamento

Proposta recebeu inúmeras críticas | Foto: Reprodução/Pixabay

O Partido Verde da Alemanha, da base de apoio ao governo primeiro-ministro Olaf Scholz, apresentou proposta para banir anúncios de alimentos considerados não saudáveis, especialmente chocolates e doces. A justificativa seria preservar a saúde das crianças. A proposta recebeu críticas da indústria e até mesmo de membros do governo.

A publicidade desses produtos ficaria proibida na televisão, rádio e internet entre às 6h e 23h. Além disso, influencers em redes sociais como YouTube ou TikTok também ficariam proibidos de fazer propaganda de determinados produtos.

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A iniciativa também prevê a proibição de outdoors com anúncios de comidas doces, gordurosas ou de salgadinhos perto de escolas e parquinhos.

“Devemos assegurar que as crianças possam crescer de maneira mais saudável”, afirmou Cem Özdemir, ministro da Agricultura alemão, do Partido Verde, ao apresentar a proposta em Berlim. Para ele, proibir os anúncios é “crucial” na luta contra a obesidade.

Os representantes da indústria alimentícia alemã criticaram a medida com veemência. O diretor da Associação da Indústria Alemã de Confeitaria (BDSI), Carsten Bernoth, afirmou que banir os anúncios não fará com que as crianças comam menos doces, e argumentou que “a publicidade é essencial na economia de mercado”. “Ela permite que você tome uma parcela do mercado de seus competidores.”

Bernoth teme que o plano de Özdemir leve à proibição quase total dos anúncios do setor. “Nosso argumento é que os consumidores devem ter liberdade de escolha”, disse Bernoth. “Não cabe ao Estado fazer nenhum tipo de estipulação ou postular proibições.”

A proposta de Özdemir, no entanto, deverá enfrentar dificuldades para ser aprovada no Parlamento alemão, ou até mesmo entre a coalizão de três partidos que integram o governo, já parlamentares que antes se mostravam favoráveis agora já retiraram o apoio à ideia.

No ano passado, a indústria de doces na Alemanha faturou cerca de € 14 bilhões de euros (R$ 77,4 bilhões) e gastou € 1 bilhão em publicidade. A medida também afetaria o mercado publicitário.

Ao DW, a professora de saúde pública e nutrição da Universidade de Padeborn, Anette Buyken, afirmou que os dados são incompletos para saber se a medida tem eficácia para alterar hábitos e evitar a obesidade e outras doenças. O Chile foi um dos poucos países que implantou medida semelhante, em 2016, e ainda não há conclusão de que isso gerou benefícios à saúde da população.

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9 comentários
  1. Christian
    Christian

    MI,MI,MI DE UM GOVERNO SOCIALISTA.
    Ede um partido verde.
    Não vai prosperar.

  2. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    A esquerda radical quer controlar a tudo e a todos. Liberdade quer dizer liberdade, cada um decide o que quer para si, dentro das leis, mas isso não interessa a esquerda. Fique em casa, faça isso, não faça aquilo, pague seus impostos, mais impostos, vai lá votar para o escolhido tomar posse, não coma doces, não tenha mais que um filho, não critique as políticas públicas, não minta, vá tomar vacina, use máscara, tire as máscaras, não tenha armas, não use a palavra denegrir… Tem gente que adora ser conduzida do jeito que os outros decidem.

  3. principalsuspeito
    principalsuspeito

    Acredito que a imensa maioria da população sabe o que compõe uma alimentação saudável, e dos perigos do excesso de álcool, tabaco, etc. Mas há dois problemas principais: 1) a falta de disciplina para adotar hábitos de vida mais saudáveis: 2) não há comida de qualidade para alimentar 8 bilhões de pessoas. Pelo menos não de modo a que todos possam fazer uma dieta adequada em termos de saúde. Sem falar dos que nem tem o que comer. No fim, proibir propaganda do que quer que seja não resolverá coisa alguma.

  4. Observador
    Observador

    A indústria faz a propaganda mas não coloca os males que esses produtos causam, deviam vim com informações como as da carteira de cigarro dizendo por exemplo: o consumo deste produto pode causar câncer, diabetes, obesidade mórbida, morte….vender veneno como se fosse fazer bem é fácil, tem que expor todo o mal que esses produtos vendidos como alimentos causam.

  5. Observador
    Observador

    Devia proibir os alimentos ultraprocessados de vez isso sim, maior causa de doenças e mortes no mundo por doenças como diabetes, pressão alta, câncer entre tantas outras é devido ao consumo de alimentos ultraprocessados, é um verdadeiro veneno.
    A indústria desses alimentos é um cartel um verdadeiro crime contra a saúde das pessoas.

    1. Júlio Ferreira
      Júlio Ferreira

      O problema é que vc e nem ninguém tem o direito de decidir o que é melhor para as outras pessoas. Se as pessoas comem ultraprocessados ñ é da sua conta.

  6. Roberto
    Roberto

    Que tal deixar para população decidir o que deve comer? Ou os alemães são tão burros que não sabem decidir e precisam da mão do Estado?

  7. Roberto
    Roberto

    A idiotice aliada a frenética disposição de controlar a vida do cidadão não está presente só no Brasil. O Governo da Alemanha também virou uma colmeia esquerdofrenica onde querem decidir o que o povo deve comer. Quem vai decidir o que ” são alimentos não saudáveis”? O burocrata de plantão?

    1. Roberto
      Roberto

      Que tal deixar para população decidir o que deve comer? Ou os alemães são tão burros que não sabem decidir e precisam da mão do Estado?

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