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Lula 'não negociou de boa-fé' com os EUA, diz Marco Rubio

O chefe da diplomacia norte-americana criticou o petista quando Washington oficializou a tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros

Marco Rubio promete combater a censura às plataformas digitais I Foto: Alex Brandon/Associated Press
Rubio utilizou as redes sociais para responsabilizar o governo petista pelo colapso nos entendimentos bilaterais | Foto: Alex Brandon/Associated Press

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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por não negociar de boa-fé, após a Casa Branca anunciar uma tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras, que entra em vigor em 22 de julho. Rubio responsabilizou o governo petista pelo colapso nas relações bilaterais, citando políticas econômicas prejudiciais. A investigação de um ano, ordenada por Donald Trump, apontou falhas na gestão brasileira.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus assessores “não negociaram com os EUA de boa-fé”. O diplomata norte-americano se manifestou publicamente nesta quinta-feira, 16, logo que a Casa Branca formalizou a imposição de uma barreira alfandegária de 25% contra mercadorias brasileiras. As novas taxas de importação começam a vigorar em 22 de julho.

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Rubio utilizou as redes sociais para responsabilizar o governo petista pelo colapso nos entendimentos bilaterais. O secretário declarou que as políticas econômicas de Brasília prejudicam trabalhadores dos dois países. Ele afirmou que o presidente brasileiro preferiu inflar o próprio ego a fechar um acordo favorável ao povo e definiu a sobretaxa como o preço dessa escolha.

Trump aprova tarifas depois de apuração de 12 meses

O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), sob a direção do embaixador Jamieson Greer, conduziu as investigações por determinação do presidente Donald Trump. O pente-fino comercial durou um ano e analisou as práticas de mercado do Brasil. A apuração concluiu que o governo brasileiro impõe barreiras injustas que afetam a competitividade dos investidores e agricultores norte-americanos.

Os técnicos de Washington listaram falhas graves em seis áreas da gestão petista. O relatório apontou o afrouxamento no combate à corrupção, a violação de patentes intelectuais e barreiras para a entrada de etanol dos EUA. A Casa Branca também listou o desmatamento ilegal e travas operacionais no comércio eletrônico. A nova cobrança será somada aos tributos existentes, o que elevará para 30% a taxa de produtos que hoje pagam 5%.

Palácio do Planalto promete retaliar exportações norte-americanas

O Palácio do Planalto rebateu as declarações do governo Trump e classificou o anúncio das taxas como um marco lastimável na história das relações diplomáticas. A equipe de Lula divulgou que usará os instrumentos jurídicos da Lei de Reciprocidade para responder ao protecionismo norte-americano. O governo petista estuda aplicar barreiras tarifárias equivalentes sobre os produtos importados dos EUA.

O regulamento de Washington prevê um período curto de transição para as cargas brasileiras que já iniciaram o trânsito marítimo. Os produtos que estiverem embarcados antes do dia 22 de julho ficarão livres da cobrança, contanto que o desembarque em portos norte-americanos aconteça até o dia 29 de julho. O embaixador Jamieson Greer declarou que os norte-americanos seguem abertos ao diálogo para buscar mudanças estruturais em Brasília.

Leia também: “EUA citam censura a empresas de tecnologia como justificativa para tarifaço”

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