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Antes e depois: imagens mostram impacto de bombardeios no Irã

Estados Unidos lançaram bombas ao país persa neste sábado, 21

Bombardeio em Isfah, no Irã | Foto: Maxar Technologies/Divulgação
Bombardeio em Isfah, no Irã | Foto: Maxar Technologies/Divulgação

Imagens de satélite captadas pela empresa Maxar Technologies revelam os efeitos dos ataques realizados pelos Estados Unidos contra instalações nucleares do Irã na noite deste sábado, 21. A operação, denominada “Martelo da Meia-Noite”, envolveu o lançamento de bombas e mísseis contra três locais estratégicos do programa nuclear iraniano: Fordow, Natanz e Isfahan.

O principal foco dos bombardeios foi o complexo nuclear de Fordow, situado a cerca de 80 a 90 metros abaixo de uma montanha, ao sul de Teerã. As imagens mostram claramente pelo menos seis crateras de impacto em duas áreas da cordilheira onde o centro subterrâneo está instalado. Segundo a inteligência israelense, os túneis do local são protegidos por rocha sólida.

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Foram usadas 14 bombas GBU-57, conhecidas como “fura-bunkers”, com 13,6 toneladas cada, lançadas por sete bombardeiros B-2 Spirit. As imagens mostram uma camada de poeira ou detritos sobre a região e várias entradas de túneis aparentemente bloqueadas por terra.

Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), confirmou que houve um “impacto cinético direto” em Fordow, mas ponderou que ainda é cedo para determinar a extensão dos danos internos. “É claro que não se pode excluir que haja danos significativos”, afirmou à CNN.

Natanz e Isfahan: novos danos e cratera sobre estrutura subterrânea

A instalação de Natanz, o maior centro de enriquecimento de urânio do Irã, foi atacada pela segunda vez desde o começo do conflito com Israel, em 13 de junho. O local já havia sofrido interrupções no fornecimento elétrico, o que, segundo a AIEA, poderia ter danificado centrífugas utilizadas no enriquecimento de urânio.

Na ofensiva norte-americana, dois MOPs foram lançados por bombardeiros B-2 e mísseis Tomahawk foram disparados por submarinos dos EUA. Imagens de satélite mostram duas novas crateras com cerca de 3 a 5 metros de diâmetro diretamente sobre estruturas subterrâneas, possivelmente sobre áreas com centrífugas.

O terceiro alvo foi o centro nuclear de Isfahan, no centro do país, onde atua um contingente de aproximadamente 3 mil cientistas. A instalação é considerada o núcleo da pesquisa atômica iraniana e armazena urânio enriquecido.

A análise das imagens revela pelo menos 18 estruturas destruídas ou danificadas, além de escurecimento da área por causa da quantidade de destroços e fuligem. Os EUA teriam atingido também túneis usados para armazenar urânio enriquecido a 20% e 60%, embora ainda não haja confirmação oficial. O grau de destruição visível sugere ataques concentrados com mísseis Tomahawk.

A AIEA afirmou que “não houve aumento nos níveis de radiação detectados fora das instalações”. O Irã, por sua vez, minimizou o impacto dos ataques, afirmou que Fordow já havia sido evacuada e que o material nuclear havia sido transferido anteriormente. Ainda assim, o governo solicitou uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU.

EUA e Irã: versões opostas e aumento das tensões

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que “todas as nossas munições de precisão atingiram os alvos pretendidos e surtiram o efeito desejado”. Acrescentou ainda que “especialmente em Fordow, acreditamos que houve destruição de capacidades”.

Donald Trump, presidente dos EUA, declarou que não há novos ataques planejados e que espera retomar o caminho diplomático. No entanto, afirmou que “as instalações nucleares do Irã foram obliteradas”.

A ação marca a entrada formal dos EUA no conflito entre Israel e Irã, que começou oficialmente em 13 de junho. O bombardeio norte-americano, considerado o maior ataque contra instalações nucleares subterrâneas já registrado, ocorreu dias depois das investidas israelenses.

Leia também: “O Brasil não está longe da fronteira da Faixa de Gaza”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 186 da Revista Oeste

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