Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
O governo da Argentina anunciou nesta terça-feira, 7, a construção de um reator nuclear modular em Atucha, com investimento privado de US$ 1,2 bilhão, desenvolvido pela Meitner Energy. O reator terá capacidade de 300 megawatts e será o primeiro do país financiado totalmente pela iniciativa privada, gerando cerca de 2 mil empregos. O anúncio ocorre em meio a tensões na Comissão Nacional de Energia Atômica (CNEA), que demitiu 61 funcionários, gerando protestos, enquanto o orçamento da CNEA caiu 58% desde o início
O governo da Argentina anunciou nesta terça-feira, 7, a construção de um reator nuclear modular em Atucha, ao norte de Buenos Aires. O empreendimento receberá investimento privado de US$ 1,2 bilhão, o equivalente a cerca de R$ 6,18 bilhões.
Segundo o porta-voz presidencial, Adrián Ravier, a Meitner Energy, empresa formada por capital norte-americano e argentino, desenvolverá o projeto. A usina terá capacidade de geração de 300 megawatts.
Receba nossas atualizações

O governo argentino afirma que o empreendimento será o primeiro reator nuclear do país financiado integralmente com recursos da iniciativa privada. A previsão oficial é que a construção gere cerca de 2 mil postos de trabalho.
Anúncio ocorre em meio a impasse na CNEA
A divulgação do projeto coincide com um período de tensão na Comissão Nacional de Energia Atômica (CNEA), órgão responsável pelo setor nuclear argentino.
Na semana passada, o presidente da comissão, Martín Porro, desligou 61 funcionários, que, segundo a direção do órgão, exerciam principalmente funções administrativas. A decisão motivou manifestações em frente à sede da instituição.
A Associação de Trabalhadores do Estado, por sua vez, afirma que aproximadamente cem servidores foram demitidos entre os cerca de 3 mil empregados da CNEA. A entidade também informa que dois gerentes deixaram seus cargos nos últimos dias.
Leia também: “Donald Trump anuncia novo ataque ao Irã“
As demissões ocorrem em meio ao ajuste fiscal promovido pelo presidente Javier Milei. Segundo levantamento do veículo Chequeado, com base em dados oficiais, o orçamento da CNEA caiu 58% desde o início do governo.
A Argentina mantém três usinas nucleares em operação: Atucha 1, Atucha 2 e Embalse. As unidades respondem por cerca de 8% da geração de energia elétrica do país. Ao lado de Brasil e México, a Argentina integra o grupo de países da América Latina que operam usinas nucleares.
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
VIVA LA LIBERTAD, CARAJO!!!…