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Argentina negocia compra de mais de 20 caças usados pela Dinamarca

O governo de Javier Milei deve desembolsar aproximadamente US$ 664 milhões na aquisição, que visa a renovar a força aérea do país

Compra de caças na Argentina
Na Argentina, a última aquisição de aeronaves foi em 1994 | Foto: Reprodução

O presidente da Argentina, Javier Milei, está negociando a compra de 24 caças F-16 que foram usados pela Dinamarca. De acordo com informações publicadas no jornal Folha de S. Paulo neste domingo, 31, o valor que será desembolsado na aquisição dos aviões de fabricação norte-americana é de aproximadamente US$ 664 milhões.

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As movimentações de Milei representam um avanço importante para a renovação da defesa nacional argentina. Buenos Aires não conta com aviões de caça desde que aposentou o último Mirage francês que operava, em 2015.

Atualmente, a frota da Força Aérea da Argentina tem apenas 12 aviões de ataque americanos A-4 Fightinghawks, dos quais apenas cerca de cinco estão aptos a operar. Esses aviões são considerados “novos” e foram adquiridos em 1994. A última entrega foi em 2000. Além disso, há 11 modelos mais antigos do Tucano da Embraer, que também têm uso limitado.

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Em 2023, o orçamento de defesa de Buenos Aires representava aproximadamente 1/10 do orçamento brasileiro, abrangendo cerca de 5,4% do total na América Latina e no Caribe, conforme o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, sediado em Londres, Inglaterra. O Brasil lidera com 44,4% da fatia.

Na Argentina, 70 mil servidores públicos vão ser demitidos

Milei pretende demitir cerca de 70 mil funcionários públicos nos próximos meses. Durante discurso no Iefa Latam Forum, que ocorreu em Buenos Aires na terça-feira 26, o presidente ressaltou que congelou obras públicas, cortou alguns financiamentos e encerrou mais de 200 mil planos de seguridade social, que classificou como corruptos. 

Leia mais em: “Milei anuncia demissão de 70 mil servidores na Argentina”

Ele afirmou que as medidas fazem parte de uma estratégia de “motosserra” para alcançar um equilíbrio fiscal a qualquer custo. Embora representem uma pequena fração dos 3,5 milhões de trabalhadores do setor público, os cortes de Milei devem enfrentar mais resistência por parte dos grandes sindicatos do país.

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