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Arqueólogos encontram ‘tábua amaldiçoada’ de 3,2 mil anos

A peça pode ser a mais antiga inscrição do nome de Deus; ela foi usada para lançar feitiços malignos sobre as pessoas

Pedra "amaldiçoada' de 3,2 mil anos
A pequena tabuleta é feita em bronze e tem apenas 2 cm | | Foto: Reprodução/Instagram/Associates for Biblical Research

Arqueólogos recuperaram uma tábua de maldição que pode conter a mais antiga inscrição do nome hebraico de Deus: Yahweb. Os pesquisadores acreditam que a pequena folha, feita em chumbo, tenha sido criada há pelo menos 3.200 anos.

A tábua é minúscula, tem o tamanho de um selo postal. O texto cravado na peça invoca Deus para amaldiçoar a pessoa que quebrar com a palavra.

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O objeto foi identificado entre o material recolhido em 2019 durante escavações no Monte Ebal, lideradas pelo arqueólogo norte-americano Scott Stripling, diretor do Instituto de Estudos Arqueológicos do Seminário Bíblico do Texas.

Arqueólogo Scott Stripling
O arqueólogo Scott Stripling também esteve trabalhando na região de Israel em agosto de 2022 | Foto: Reprodução/Instagram/Temple Institute

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O Monte Ebal é uma montanha mencionada no Antigo Testamento, localizada em Israel, na região da Cisjordânia, a 51 km de Jerusalém.

A peça foi feita em uma única tira de chumbo, dobrada ao meio. Quando separada, se assemelharia a um micro livreto de duas páginas. No entanto, de acordo com os pesquisadores, abrir o objeto causaria danos.

Saiba o que está impresso na “tábua amaldiçoada”

A inscrição na “tábua amaldiçoada” consiste em 48 letras em conjunto de 14 palavras. A frase impressa na peça foi traduzida pela equipe de arqueólogos, e nela está escrito: “Você está amaldiçoado pelo deus, amaldiçoado. Você morrerá amaldiçoado – amaldiçoado. Amaldiçoado é você por Yahweh – amaldiçoado”.

Os pesquisadores identificaram o termo arur, significado de “amaldiçoado”, aparecendo 12 vezes – seis vezes de cada lado.

Ainda de acordo com a equipe que analisa o artefato, o criador do livreto teria se dedicado a escrever em direções diferentes: da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, de cima para baixo, de baixo para cima e em linha alternadas. Oito das 22 letras do alfabeto cananeu/hebraico estão presentes na inscrição.

A maldição impressa no livreto, segundo os pesquisadores, ecoa as escrituras de Gênesis 9:6: “Aquele que derramar sangue humano, pelo homem terá o seu sangue derramado.”

Se as análises se confirmarem, a tábua seria quase 2 mil anos mais antiga do que a descoberta anterior, a laje de pedra Mesha, que remonta a 840 a.C.

O que dizem as escrituras bíblicas sobre o Monte Ebal

As escrituras afirmam que Moisés deveria construir um altar na montanha depois de libertar os israelitas da escravidão. Porém, devido à sua rebelião, ele foi proibido de entrar na Terra Prometida.

Conforme os textos bíblicos, o local onde o objeto foi encontrado teria sido parte da rota de fuga dos Israelitas do antigo Egito.

O sucessor de Moisés, Josué, é apontado como sendo o responsável pela construção do altar em Ebal. O altar, feito de pedras empilhadas umas sobre as outras, foi descoberto pelo arqueólogo Adam Zertal, em escavações que duraram 17 anos.

Depois do falecimento de Zertal, em 2015, o arqueólogo Stripling deu continuidade ao trabalho, descobrindo no altar a pequena “tábua amaldiçoada”.

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