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As mais lidas do mês: Coreia do Norte proíbe consumo de cachorro-quente no país

No entanto, pratos com carnes caninas seguem permitidos

O ditador Kim Jong-un discursa aos militares da Coreia do Norte | Foto: Divulgação/Korean Central News Agency
Ditador Kim Jong-un, da Coreia do Norte | Foto: Divulgação/Korean Central News Agency

Nesta semana, Oeste traz novamente aos leitores as reportagens que fizeram sucesso ao longo do primeiro mês de 2025. O texto abaixo, publicado originalmente em 6 de janeiro, informa que o ditador Kim Jong-un proibiu cachorros-quentes na Coreia do Norte, sob a alegação de que o prato é “ocidental demais”.

Leia a reportagem

O ditador Kim Jong-un proibiu cachorros-quentes na Coreia do Norte, sob a alegação de que o prato é “ocidental demais”. Para o regime, servir o prato feito com salsichas é um “ato de traição” às tradições norte-coreanas.

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Qualquer pessoa flagrada na venda de cachorros-quentes nas ruas ou cozinhando-os em casa corre o risco de ser levada para campos de trabalho forçado, segundo o periódico inglês The Sun. Por outro lado, o consumo de carne de cachorro é plenamente permitido no país.

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A nova proibição é mais um exemplo da repressão de Pyongyang contra o que considera ser uma “invasão da cultura ocidental”. O prato budae-jjigae, uma sopa apimentada com macarrão e salsichas ou fiambre, foi importado da Coreia do Sul em 2017.

No entanto, um vendedor da Província de Ryanggang afirmou ao jornal britânico que as vendas de budae-jjigae no mercado pararam, pois “a polícia e a administração dos mercados disseram que qualquer pessoa flagrada ao vender será fechada”. O governo norte-coreano ainda não se pronunciou oficialmente sobre a nova norma.

Leia também: “Quando a fé é considerada crime”, reportagem de Isabela Jordão e Mateus Conte publicada na Edição 249 da Revista Oeste

Além da repressão alimentar, Kim Jong-un também determinou que casais que se divorciarem sejam enviados para campos de trabalho forçado como punição por seus “crimes”. O ditador quer que os ex-cônjuges cumpram até seis meses de trabalho forçado, pois considera o divórcio um ato “antissocialista”.

Em dezembro, o ditador advertiu que qualquer norte-coreano que celebre o Natal pode ser executado. O regime comunista figura no topo da lista dos países que mais perseguem o cristianismo no mundo, de acordo com levantamento da Associação Portas Abertas.

Jovem é executado na Coreia do Norte por ouvir k-pop

A proibição ao consumo de cachorro-quente é mais um episódio da ofensiva norte-coreana contra atos que considera danosos à cultura socialista. Em junho, um jovem de 22 anos foi executado pelo regime de Kim Jong-un por ter ouvido 70 músicas de k-pop — estilo musical sul-coreano — e assistido a três filmes do país inimigo.

Outras proibições incluem punições para noivas que usam vestidos brancos ou são carregadas pelos noivos. O regime também proíbe o uso de óculos de sol e o consumo de álcool em taças, todos considerados costumes sul-coreanos.

“A velocidade com que a cultura sul-coreana influencia a Coreia do Norte é muito rápida”, disse uma norte-coreana anonimamente ao jornal britânico The Guardian. “Os jovens seguem e copiam a cultura sul-coreana e adoram tudo o que é daquele país.”

Os policiais da Coreia do Norte revisam frequentemente os celulares dos cidadãos. Eles verificam nomes e expressões que são associadas a costumes do país vizinho. Os jovens são os principais alvos desse controle.

Em março, a emissora estatal de televisão da Coreia do Norte desfocou a imagem da calça jeans do apresentador britânico Alan Titchmarsh, pois considera a peça vinculada à cultura ocidental. Durante um programa de jardinagem, o repórter ajoelhou-se num canteiro de flores, quando a metade inferior do seu corpo foi desfocada pela edição.

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