Depois de anos de negociações, o Conselho Europeu autorizou, nesta sexta-feira, 9, a aprovação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, mesmo diante de objeções vindas de França, Polônia e Irlanda. O principal motivo para a resistência desses países está ligado à preocupação de produtores agrícolas, que temem perda de competitividade e aumento de importações de produtos do bloco sul-americano.
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Nesta quinta-feira, 8, o presidente da França, Emmanuel Macron, declarou que o país rejeitaria o acordo, ao mesmo tempo em que agricultores bloqueavam acessos a Paris e pontos turísticos em protesto.
Polônia e Irlanda também manifestaram oposição, enquanto o governo da Itália, inicialmente favorável, passou a apresentar novas exigências ao texto durante as discussões em Bruxelas.
Oscilações ao acordo com o Mercosul e negociações

A posição italiana oscilou nas últimas semanas, com representantes do setor agrícola indicando que suas demandas foram atendidas nos termos finais. Responsável por cerca de 13% da população da União Europeia, a influência da Itália era decisiva e seu apoio, fundamental para a maioria qualificada no Conselho Europeu.
A Comissão Europeia tentou contornar as resistências e antecipou € 45 bilhões do orçamento para apoiar agricultores e reduzindo tarifas sobre fertilizantes. A Itália, por sua vez, pediu a redução de 8% para 5% do limite que permite acionar salvaguardas na importação de produtos agrícolas sensíveis. Entre eles, carne bovina ou aves, caso haja prejuízos aos produtores europeus.
Ainda restando a ratificação, o bloco conseguiu atingir a maioria qualificada, com o apoio de pelo menos 15 dos 27 países. Alemanha e Espanha apoiaram o acordo, com destaque a oportunidades de acesso ao mercado do Mercosul, que soma mais de 280 milhões de consumidores.
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No Brasil, autoridades do governo federal avaliam que cumpriram sua parte no processo de negociação e consideram naturais as resistências dos agricultores europeus. Segundo fontes diplomáticas, há sinais de que a Itália deve aprovar o acordo e, assim, abrir caminho para a ratificação final.
Vão dizer que foram eles turma de petistas ladrões que fizeram o acordo.