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As objeções de França, Itália e Irlanda ao acordo entre UE e Mercosul

Resistência está ligada a produtores agrícolas, que temem perda de competitividade e aumento de importações da América do Sul

União Europeia - Mercosul
Bandeira da União Europeia | Foto: HÂKAN DAHLSTROM/FLICKR

Depois de anos de negociações, o Conselho Europeu autorizou, nesta sexta-feira, 9, a aprovação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, mesmo diante de objeções vindas de França, Polônia e Irlanda. O principal motivo para a resistência desses países está ligado à preocupação de produtores agrícolas, que temem perda de competitividade e aumento de importações de produtos do bloco sul-americano.

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Nesta quinta-feira, 8, o presidente da França, Emmanuel Macron, declarou que o país rejeitaria o acordo, ao mesmo tempo em que agricultores bloqueavam acessos a Paris e pontos turísticos em protesto.

Polônia e Irlanda também manifestaram oposição, enquanto o governo da Itália, inicialmente favorável, passou a apresentar novas exigências ao texto durante as discussões em Bruxelas.

Oscilações ao acordo com o Mercosul e negociações

Emmanuel Macron, presidente da França | Foto: Shutterstock

A posição italiana oscilou nas últimas semanas, com representantes do setor agrícola indicando que suas demandas foram atendidas nos termos finais. Responsável por cerca de 13% da população da União Europeia, a influência da Itália era decisiva e seu apoio, fundamental para a maioria qualificada no Conselho Europeu.

A Comissão Europeia tentou contornar as resistências e antecipou € 45 bilhões do orçamento para apoiar agricultores e reduzindo tarifas sobre fertilizantes. A Itália, por sua vez, pediu a redução de 8% para 5% do limite que permite acionar salvaguardas na importação de produtos agrícolas sensíveis. Entre eles, carne bovina ou aves, caso haja prejuízos aos produtores europeus.

Ainda restando a ratificação, o bloco conseguiu atingir a maioria qualificada, com o apoio de pelo menos 15 dos 27 países. Alemanha e Espanha apoiaram o acordo, com destaque a oportunidades de acesso ao mercado do Mercosul, que soma mais de 280 milhões de consumidores.

Leia também: “Indiferença ou oportunidade”, artigo de Antonio Cabrera publicado na Edição 304 da Revista Oeste

No Brasil, autoridades do governo federal avaliam que cumpriram sua parte no processo de negociação e consideram naturais as resistências dos agricultores europeus. Segundo fontes diplomáticas, há sinais de que a Itália deve aprovar o acordo e, assim, abrir caminho para a ratificação final.

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1 comentário
  1. Messias Rodrigues Pereira
    Messias Rodrigues Pereira

    Vão dizer que foram eles turma de petistas ladrões que fizeram o acordo.

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