publicidade
Mundo

Assembleia Nacional da França aprova debate sobre destituição de Macron

O presidente recusou a indicação de partidos de esquerda ao cargo de primeiro-ministro

Abaixo-assinado pela deposição de Macron já conta com mais de 300 mil assinaturas | Foto: Divulgação/Presidência Belga do Conselho da União Europeia
Abaixo-assinado pela deposição de Macron já conta com mais de 300 mil assinaturas | Foto: Divulgação/Presidência Belga do Conselho da União Europeia

O gabinete da Assembleia Nacional da França decidiu, na tarde desta terça-feira, 17, debater uma proposta de destituição do presidente Emmanuel Macron.

A medida foi aprovada com 12 votos a favor e dez contra. A ação se deu depois de ser apresentada pelo partido de esquerda A França Insubmissa, em resposta à recusa de Macron em nomear a economista Lucie Castets para o cargo de primeira-ministra do país.

Receba nossas atualizações

Agora, a proposta será encaminhada para análise da comissão jurídica da Assembleia Nacional e, em seguida, levada ao plenário.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Mathilde Panot, líder parlamentar da França Insubmissa, celebrou a aprovação e a chamou de um “acontecimento sem precedentes na história da Quinta República”.

Gabriel Attal, ex-primeiro-ministro da França e líder do Renascimento, partido de Macron, classificou o projeto como “uma declaração de guerra contra as instituições” francesas.

Para a presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet, a decisão de dar seguimento à iniciativa é “um desrespeito do Estado de Direito”.

Já Marine Le Pen, líder do partido de direita Reagrupamento Nacional, afirmou que a medida é uma “cortina de fumaça da extrema esquerda” para esconder seus acordos com Macron e considerou que a proposta “não tem chance de ser bem-sucedida”.

Macron recusou indicação da esquerda

A coalização de esquerda Nova Frente Popular (NFP), a mais bem votada nas últimas eleições, defendia a nomeação de Lucie Castets como primeira-ministra.

Segundo a tradição francesa, Macron deveria nomear um primeiro-ministro oriundo da coligação vencedora, mas decidiu pelo nome de Michel Barnier.

O presidente alega que vetou Castets depois de outros partidos e coligações revelarem que votariam contra sua nomeação e que sua decisão manteria a “estabilidade institucional” em um Parlamento dividido.

A recusa levou a NFP a acusar o presidente de abuso de poder, afirmando que a decisão desrespeitava o resultado das eleições legislativas. Além disso, a coalização de esquerda afirma que Macron “não reconhece o resultado do sufrágio universal que colocou a Nova Frente Popular na liderança das votações”.

Um abaixo-assinado criado pelo partido A França Insubmissa com pedido de deposição de Macron já conta com mais de 300 mil assinaturas.

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Eduardo
    Eduardo

    Esse sistema parlamentar é uma zona. Consegue ser pior que o presidencialismo.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade