Um asteroide classificado como potencialmente perigoso se aproximará da Terra neste sábado, 29. Trata-se do 2024 MK, que passará a uma distância segura do planeta, sem risco de colisão. A possibilidade de observá-lo dependerá da localização e das condições climáticas.
Na última quinta-feira, 26, o asteroide 2011 UL21, com 2,3 km de diâmetro, passou a cerca de 6,5 milhões de quilômetros da Terra. O objeto foi visível apenas com telescópios potentes. Já o 2024 MK, com diâmetro entre 120 e 260 metros, passará a 290 mil quilômetros da Terra a uma velocidade superior a 30 mil km/h.
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“Ele se moverá rápido, então você terá de ter algumas habilidades para avistá-lo”, afirmou Juan Luis Cano, do Escritório de Defesa Planetária da Agência Espacial Europeia (ESA), ao jornal Folha de S.Paulo. Nos EUA, especialmente no sudoeste e no topo do vulcão Mauna Kea, no Havaí, as condições para observação serão favoráveis.
Na América do Sul, segundo Andrew Rivkin, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, a visualização será mais fácil. No Brasil, Filipe Monteiro, do Observatório Nacional, informou que o asteroide será visível de todo o território, das 19h de sábado até as 1h do domingo 30. Os moradores poderão ver o objeto com binóculos ou telescópios de 150 mm, se o céu estiver claro e sem poluição luminosa.
Pequenos asteroides frequentemente entram na atmosfera da Terra, o que cria espetáculos luminosos inofensivos. No entanto, passagens próximas de asteroides do tamanho do 2024 MK são raras e ocorrem em intervalos de décadas.
“Passagens tão próximas de coisas tão grandes são raras, mas acontecem em escalas de tempo de décadas”, disse Rivkin. “Esta será a terceira que conhecemos neste século.”
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Essas passagens são valiosas para a pesquisa de defesa planetária. O rastreamento por radares permitirá determinar suas dimensões e trajetórias futuras com maior precisão.
“Essas medições reduzirão consideravelmente as incertezas acerca de seu movimento e nos permitirão calcular sua trajetória mais adiante no futuro”, disse Lance Benner, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, à Folha.
A proximidade desses eventos é uma prévia do Dia do Asteroide, celebrado no domingo, que visa a conscientizar sobre o impacto dos asteroides. Em 30 de junho de 1908, um asteroide de 50 metros explodiu sobre a Sibéria. O objeto destruiu uma vasta área de floresta, no evento conhecido como Tunguska.
Embora muitos asteroides sejam descobertos anualmente, a maioria dos que podem causar grandes danos ainda não foi identificada. Futuros telescópios, como o do Observatório Vera C. Rubin e a espaçonave Near-Earth Object Surveyor, da Nasa, ampliarão a capacidade de detecção.
O asteroide 2024 MK, descoberto em 16 de junho, tem pelo menos o dobro do tamanho do de Tunguska. “Esse caso é mais um lembrete de que ainda há muitos objetos grandes a serem encontrados”, concluiu Cano.
As agências espaciais têm planos para defender o planeta, mas dependem da detecção antecipada desses objetos.
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Esse asteroide passará a uma distância maior do que 22 planetas Terra colocados lado a lado. O redator poderia ter escrito no subtítulo ‘Brasil’ no lugar de ‘mundo’, segundo as impressões do IBGE baseadas em inteligência (bem) superficial.