A Copa do Mundo entra em sua terceira rodada da primeira fase com uma sequência de jogos que misturaram intensidade e estratégia. Poucas vezes, em um mundial, estes dois conceitos se aliaram tanto. As partidas têm mostrado que técnicos de seleções possuem nível similar e, muitas vezes, até mais alto do que muitos treinadores de clubes.
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Isso não é de agora. Na Copa de 2022, Lionel Scaloni se tornou, para muitos, o melhor técnico da temporada. Soube montar o time campeão da Argentina durante a competição e terminou comandando uma equipe equilibrada, com velocidade na saída de bola e forte poder de finalização.
Fez com que McAllister, Enzo Fernández e De Paul alcançassem, com justiça, o status de jogadores acima da média. E, claro, usou com maestria toda a qualidade de Messi, ao não tornar, no entanto, o time dependente dele. Prova disso foi a vitória por 4 a 1 sobre o Brasil, pelas Eliminatórias, pouco mais de dois anos depois, sem o seu maior craque, com uma atuação tática impecável.
Mas não é só Scaloni o treinador acima da média. Nomes como Didier Deschamps, vice-campeão europeu pelo Monaco em 2004, Marcelo Bielsa, que muito se inspirou na escola de Telê Santana, Maurício Pochettino, ao mesclar o estilo europeu ao latino-americano, e Julian Nagelsmann têm trazido muitas novidades.
Nagelsmann, inclusive, tem trabalhado bem a ideia de meias criativos e versáteis na Alemanha, não apenas os que vêm de trás com a bola dominada, como era o caso de Kroos, mas com tabelamento já na entrada da área do adversário, como Musiala e Wirtz.
Gustavo Alfaro faz um bom trabalho no Paraguai, com um estilo minucioso na tentativa de compreender o jogo e o adversário. Thomas Tuchel, por incrível que pareça, montou um esquema ofensivo na Inglaterra. Luís de la Fuente trabalha com sintonia fina para dar o ritmo que a Espanha apresenta.
Bons trabalhos dos técnicos na Copa do Mundo
O holandês Dick Advocaat, mais velho de todos, tem longa experiência e montou uma equipe de Curaçao bem estruturada, apesar da goleada sofrida para a Alemanha. Tony Popovic e Sébastien Desabre transformaram a Austrália e o Congo, respectivamente, em seleções que não ficam restritas a se defender. Carlo Ancelotti, italiano, comanda o Brasil com o status de um dos melhores treinadores das últimas décadas.
A expectativa é que ele comprove isso na prática. Outras seleções africanas, como a de Cabo Verde, dirigida pelo ex-jogador Pedro Leitão Brito, o Bubista, têm demonstrado organização e resistência.
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Quase todos vêm fazendo um bom trabalho. Basta ver o equilíbrio e a competitividade da maioria das partidas. Muitas vezes, técnicos de seleções não têm tempo para entrosar suas equipes. Ficam mais distantes do dia a dia no campo. No entanto, têm, em tese, mais tempo para estudar e analisar. Isso, no futebol, é um fator decisivo.
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