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Ataque da Rússia a Kiev deixa 31 mortos; 5 são crianças

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, classificou o bombardeio como 'desprezível' e cobrou maior rigor nas sanções econômicas contra Moscou

Bombeiros trabalham em escombros, em Kiev, depois de ataque russo
Bombeiros trabalham em escombros, em Kiev, depois de ataque russo | Foto: Reprodução/Internet

Um ataque aéreo realizado pela Rússia contra Kiev resultou em 31 mortes confirmadas, conforme atualização desta sexta-feira, 1º, do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Entre as vítimas estão cinco crianças, sendo a mais nova com 2 anos.

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Mais de um dia depois do bombardeio, equipes de resgate continuam os trabalhos nos escombros em busca de possíveis sobreviventes ou mais corpos. Assim, o balanço de vítimas ainda pode aumentar.

Segundo informações do Exército ucraniano, a ofensiva da última quinta-feira, 31, contou com 309 drones e oito mísseis hipersônicos Iskander. Ao todo, a ação russa atingiu mais de 27 localidades, em quatro distritos da capital ucraniana.

Danos em Kiev e reação da Ucrânia

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia: nova negativa às imposições do governo russo para a instauração de um cessar-fogo | Foto: Divulgação/Redes sociais
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia | Foto: Divulgação/Redes sociais

O administrador militar de Kiev, Tymur Tkachenko, relatou que parte significativa de um edifício residencial de nove andares desmoronou, além de outros cem imóveis terem sido atingidos. Dados do Ministério do Interior, compartilhados por Zelensky, mostram que 159 pessoas ficaram feridas, entre elas, 16 crianças.

O presidente ucraniano classificou o ataque como “desprezível” e cobrou maior rigor nas sanções econômicas contra a Rússia. “Muitos edifícios na cidade foram danificados — são prédios residenciais comuns e outras instalações, todos alvos civis”, afirmou Zelensky, conforme publicação no X. “Entre os locais danificados está uma das mesquitas de Kiev. O ataque foi extremamente traiçoeiro e deliberadamente calculado para sobrecarregar o sistema de defesa aérea.”

Leia também: “Fora da elite até no Brics”, reportagem de Artur Piva publicada na Edição 279 da Revista Oeste

O Ministério da Defesa da Rússia confirmou o bombardeio e declarou que os alvos eram bases aéreas, depósitos de munição e empresas do setor militar-industrial ucraniano. Moscou afirmou que não ataca civis, embora tenha intensificado os ataques a cidades afastadas do local principal do conflito nos últimos meses.

Zelensky informou ainda que, apenas em julho, a Rússia lançou mais de 3,8 mil drones Shahed, aproximadamente 260 mísseis de diferentes tipos e cerca de 5,1 mil bombas planadoras. Em média, por dia, são mais de 131 drones e mísseis e 164 bombas planadora.

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