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Ataque russo a uma penitenciária da Ucrânia deixa 16 mortos

A ofensiva em Zaporíjia, no sudoeste do país, também resultou em 35 feridos

Prédio da Colônia Penal de Bilenke, na região de Zaporíjia, na Ucrânia, depois de ataque russo | Foto: Reprodução/Ministério da Justiça da Ucrânia
Prédio da Colônia Penal de Bilenke, na região de Zaporíjia, na Ucrânia, depois de ataque russo | Foto: Reprodução/Ministério da Justiça da Ucrânia

Um ataque atribuído às Forças Armadas da Rússia atingiu uma penitenciária em Zaporíjia, no sudoeste da Ucrânia, resultando em 16 mortos e pelo menos 35 feridos, de acordo com informações divulgadas nesta terça-feira, 29, por autoridades militares ucranianas.

O governador da região, Ivan Fedorov, usou o Telegram para informar que o bombardeio destruiu edificações da prisão e também provocou danos em casas localizadas nas proximidades. Segundo ele, oito ataques foram realizados no distrito, com a utilização de bombas aéreas de alto impacto.

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Andriy Yermak, chefe de gabinete da Presidência ucraniana, condenou a ofensiva, classificando-a como “outro crime de guerra” cometido pela Rússia.

“O regime [do presidente russo Vladimir] Putin, que também emite ameaças contra os Estados Unidos através de alguns de seus porta-vozes, deve enfrentar golpes econômicos e militares que o privem da capacidade de fazer guerra”, disse.

Região de Zaporíjia é uma das mais atacadas desde o início da guerra na Ucrânia

Um policial ucraniano, em um posto de controle, em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia, na região de Zaporizhzhia - 24/12/2024 | Foto: Stringer/Reuters
Um policial ucraniano em um posto de controle em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia, na região de Zaporizhzhia – 24/12/2024 | Foto: Stringer/Reuters

Desde o início da invasão russa em 2022, Zaporíjia tem sido alvo constante de ataques por meio de drones, mísseis e bombas aéreas lançados por Moscou. A cidade está localizada no sudeste da Ucrânia, às margens do Rio Dnipro, a cerca de 520 quilômetros da capital, Kiev.

Nos arredores da região fica a usina nuclear de Zaporíjia, a maior da Europa, que desde o início do conflito passou a ser motivo de preocupação por parte de autoridades e organismos internacionais, devido ao risco de acidentes que envolvem material radioativo.

No início do conflito, a Rússia declarou de forma unilateral a anexação de partes de Zaporíjia, assim como de áreas dentro e ao redor de outras três regiões ucranianas, medida considerada ilegal por Kiev e por governos ocidentais.

Ambos os lados continuam negando a intenção de atacar civis durante a guerra, porém o conflito já causou a morte de milhares de não combatentes, sendo a maioria de nacionalidade ucraniana.

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