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Aumentos tornam conta de energia impagável, dizem sindicatos europeus

Cálculos mostram que salário mínimo não cobre reajustes seguidos

sindicatos europeus
Protesto organizado por entidades sindicais em frente ao Conselho Europeu, em Bruxelas, nesta terça-feira | Foto: Reprodução/Twitter

Em um comunicado à imprensa nesta terça-feira, 6, a Confederação Europeia de Sindicatos (CES), afirmou que as contas de energia estão se tornando impagáveis para trabalhadores que ganham salário mínimo nos países membros da União Europeia.

“Cerca de 9,5 milhões de trabalhadores já tinham dificuldades para pagar suas contas de energia antes do início da crise do custo de vida”, diz a entidade, na nota. Em agosto, com inflação de 9,1%, a mais alta em 25 anos, a energia teve alta de 38%.

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Com a crise de abastecimento gerada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, não há previsão de estabilidade de preços, mas de novos aumentos. Os governos têm estudado subsídios e redução de impostos para fazer frente aos aumentos, mas as medidas não têm sido suficientes para os trabalhadores.

De acordo com a nota da confederação, em 2022, quem ganha salário mínimo em 16 dos 27 países membros da UE precisa reservar o equivalente ao salário de um mês ou mais para manter a casa iluminada e aquecida durante o ano. Em 2021, esse cálculo se aplicava a oito países.

Conforme a entidade, as altas mais significativas são na Estônia, onde, neste ano, uma pessoa precisa trabalhar 26 dias a mais do que no ano passado para pagar a conta de energia; na Holanda, com 20 dias a mais de trabalho; na República Tcheca, mais 17 dias; e na Letônia, mais 16 dias.

“Quando sua conta anual custa mais do que o salário de um mês, não há truques para economizar dinheiro. Esses preços são simplesmente inacessíveis para milhões de pessoas hoje”, disse Esther Lynch, vice-secretária-geral da CES.

Com os cálculos em mãos, os sindicatos apelam para que os governos europeus, que se reunirão no fim da semana em Praga para discutir a crise energética, acabem “com os aumentos de preços insustentáveis”.

Os sindicatos europeus também têm se reunido em protesto para a diminuição de lucros das empresas e o aumento de salários, para fazer frente à crise econômica e à elevação do custo de vida na Europa.

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5 comentários
  1. carlos roberto de moura
    carlos roberto de moura

    Só pode reclamar quem não votou nesses governantes.

  2. Luiz
    Luiz

    Reclamem com os comunistas e simpatizantes , que eles mesmos botaram no poder, iludidos sobre a “bondade” comunista.

  3. Roberto
    Roberto

    Chamem a Greta , o DeCaprio, o Al Gore e simpatizantes para ajudarem!

  4. Louis
    Louis

    Os arrogantes europeus vão ter que começar a trabalhar para pagar suas contas.
    Será que ainda estão com aquelas ideias de trabalhar só 3 dias por semana?

  5. Roberto
    Roberto

    Continuem votando na esquerdalha e seu sub produto, OS VERDES FANATIVOS.

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