A população da Austrália participou de um dia de reflexão no domingo, 20 (horário local), em homenagem às 15 vítimas assassinadas e dezenas feridas no tiroteio que atingiu a celebração de Chanucá (festa judaica) na praia de Bondi, em Sydney, há uma semana. Milhões de cidadãos acenderam velas em suas casas e observaram um minuto de silêncio às 18h47, horário local, em gesto simbólico de solidariedade à comunidade judaica, relata o The Jerusalem Post.
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“Sessenta segundos retirados do barulho da vida cotidiana, dedicados a 15 australianos que deveriam estar conosco hoje”, disse o primeiro-ministro Anthony Albanese. Depois de suas palavras, ele reforçou que será “um momento de pausa para refletir e afirmar que o ódio e a violência nunca nos definirão como australianos”.
O ataque terrorista, considerado o mais grave da Austrália nos últimos 30 anos, foi cometido por um pai e seu filho, inspirados pelo grupo terrorista Estado Islâmico. Sajid Akram, de 50 anos, foi morto pela polícia no local.
Seu filho, Naveed Akram, de 24 anos, que também foi baleado e saiu de coma na terça-feira, enfrenta 59 acusações, incluindo homicídio e terrorismo, e permaneceu sob custódia hospitalar. Bandeiras do Estado Islâmico foram encontradas no carro utilizado pelos suspeitos para chegar à praia.
Ataque terrorista em praia da Austrália
Em resposta à tragédia, o governo estadual de Nova Gales do Sul anunciou a apresentação de um projeto de lei proibindo a exibição pública de símbolos e bandeiras de organizações terroristas, como al-Qaeda, Al Shabaab, Boko Haram, Hamas, Hezbollah e Estado Islâmico.
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O primeiro-ministro Albanese também prometeu reforçar a legislação contra crimes de ódio, diante de críticas de que seu governo de centro-esquerda não fez o suficiente para conter o aumento do antissemitismo desde o início do conflito em Gaza.
Depois do atentado, cerca de mil salva-vidas retomaram as patrulhas na praia de Bondi, suspensas desde a primeira noite do festival judaico. No dia anterior à homenagem, a comunidade judaica local se reuniu para orações, enquanto centenas de nadadores e surfistas formaram um grande círculo nas águas em lembrança às vítimas.
As autoridades também planejam discutir com líderes judeus a criação de um memorial permanente em Bondi Beach, além da instituição de um dia nacional de luto no próximo ano, consolidando a memória das vítimas e reforçando a mensagem de união contra a violência motivada pelo ódio.






































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