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Belarus liberta jornalista em troca de prisioneiros com a Polônia

Acordo envolve cinco detidos e inclui ativista premiado pela União Europeia

Donald Tusk, ao lado do jornalista Andrzej Poczobut,
O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk (à esq.), ao lado do jornalista Andrzej Poczobut (à dir.), libertado em troca de prisioneiros | Reprodução/Instagram/@donaldtusk

Belarus libertou o jornalista e ativista Andrzej Poczobut em uma troca de prisioneiros na fronteira com a Polônia, informou o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, nesta terça-feira, 28.

A Polônia libertou, em contrapartida, o arqueólogo russo Alexander Butyagin. As autoridades preparavam a extradição dele para a Ucrânia, conforme informações da agência de notícias Reuters.

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O acordo envolveu a troca de cinco prisioneiros por cinco cidadãos belarussos ou russos. Entre os libertados está o padre polonês Grzegorz Gawel e um cidadão belarusso que colaborava com serviços especiais da Polônia.

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Nem todos os nomes foram divulgados. As autoridades também não detalharam todos os prisioneiros entregues na negociação.

Jornalista ficou preso por mais de dois anos

O jornalista Andrzej Poczobut, de origem polonesa, foi preso em março de 2021. Um tribunal o condenou, em 2023, a oito anos de prisão sob acusação de incitar hostilidade étnica e ameaçar a segurança da Belarus.

O governo polonês considera as acusações injustas e motivadas por razões políticas. Varsóvia pressionava pela libertação do jornalista.

Tusk comemorou a soltura nas redes sociais e afirmou que Poczobut está livre. O premiê relatou que o jornalista questionou se poderia retornar a Belarus.

Poczobut recebeu, em 2025, o Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, concedido pela União Europeia.

Troca ocorre em meio a negociações com os EUA

O padre Grzegorz Gawel foi detido por autoridades belarussas no ano passado sob acusação de espionagem. Belarus tem libertado prisioneiros nos últimos dois anos. O movimento se intensificou com negociações com os Estados Unidos.

Segundo autoridades americanas, a retirada de sanções contra Belarus pode avançar caso novas libertações ocorram. O enviado especial John Coale afirmou que espera a soltura de mais prisioneiros nas próximas semanas.

Grupos de direitos humanos estimam que mais de 830 presos políticos permanecem em prisões no país.

Rússia recupera cidadãos em acordo

A Rússia informou que dois cidadãos retornaram ao país no acordo. Entre eles está Butyagin, preso na Polônia em dezembro.

A Ucrânia acusa o arqueólogo de escavações ilegais e saque de artefatos na Crimeia. A Rússia contestou a prisão e pediu a libertação dele.

Leia mais: “Emirados Árabes Unidos anunciam saída da Opep

Outro russo libertado é a esposa de um militar que atua na região separatista da Transnístria, na Moldávia.

Segundo autoridades russas, a troca envolveu dois cidadãos moldavos detidos anteriormente por serviços de segurança.

A presidente da Moldávia, Maia Sandu, afirmou que dois cidadãos do país retornaram e agradeceu o apoio dos Estados Unidos, da Polônia e da Romênia.

Leia também: “Liberdade de imprensa sob ataque”, reportagem de Anderson Scardoelli, publicada na Edição 314 da Revista Oeste

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