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Biden e Netanyahu discutem esforços para Hamas libertar reféns

Cessar-fogo é discutido para que o grupo terrorista solte mais de cem pessoas mantidas em cárcere na Faixa de Gaza

Acordo entre Israel e Hamas entrou em vigor neste domingo, 19 | Foto: Florion Goga/Reuters
Acordo entre Israel e Hamas entrou em vigor neste domingo, 19 | Foto: Florion Goga/Reuters

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, conversaram neste domingo, 12, sobre um cessar-fogo e libertação de reféns na guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas. Trata-se de sinal da intensificação do esforço para chegar a um acordo antes da posse de Donald Trump na próxima semana.

As negociações mediadas no ano passado pelos EUA, pelo Egito e pelo Catar foram paralisadas. O recuo ocorreu em momentos em que um acordo parecia próximo de um desfecho.

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Ainda assim, nos últimos dias, autoridades dos norte-americanas expressaram esperança de fechar um acordo. Estima-se que mais de cem pessoas ainda estejam sob poder do Hamas. Em 7 de outubro de 2023, membros do grupo terroristas invadiram o sul de Israel para estuprar, sequestrar e assassinar civis israelenses. Mais de 1,2 mil pessoas foram mortas.

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A conversa deste domingo entre Biden e Netanyahu ocorreu enquanto o chefe da agência de inteligência estrangeira Mossad de Israel, David Barnea, e o principal conselheiro de Biden para o Oriente Médio, Brett McGurk, estavam na capital do Catar, Doha

A presença de Barnea, confirmada pelo gabinete de Netanyahu, significava que autoridades israelenses de alto escalão, que precisariam assinar qualquer acordo, agora estão envolvidas em negociações.

Enquanto Biden e Netanyahu tentam libertar reféns, Brasil investiga soldado israelense

Yuval Vagdani
Yuval Vagdani deixou o Brasil depois de ser alvo da Justiça | Foto: Reprodução/Redes sociais

Enquanto há conversas entre Biden e Netanyahu e avançam as negociações por um cessar-fogo com o grupo terrorista, que deverá libertar reféns, o Brasil decidiu investigar um soldado israelense que passava férias no país. Yuval Vagdani passou a ser alvo de um inquérito, conforme determinou a juíza Raquel Soares Chiarelli, por, supostamente, ter cometido crimes de guerra na Faixa de Gaza, território que é controlado pelo Hamas desde 2007.

A decisão de se investigar o soldado israelense é só “mais um estrago na imagem internacional do Brasil”, informa o jornalista Eugenio Goussinsky. Os desdobramentos do caso contra Vagdani — que já deixou o país — estão na reportagem “O ‘crime’ de ser israelense”, que integra a Edição 251 da Revista Oeste.


Revista Oeste, com informações da Agência Estado e da Associated Press

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