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Relembre 2 casos de terrorismo do PCC no exterior

De origem brasileira, a facção criminosa passou a ser classificada como grupo terrorista pelos Estados Unidos

PCC é umas das principais facções criminosas do país | Foto: Reprodução/Agência Brasil
O PCC tem histórico de crimes em países como Bolívia e Colômbia | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Filha do ex-presidente paraguaio Raúl Cubas, Cecília foi sequestrada e enterrada viva, num crime que envolveu integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), em 2004. Ela, no entanto, não foi a única vítima no exterior da facção criminosa originária no Brasil e que passou a ser classificada como grupo terrorista pelos Estados Unidos.

cecília cubas vítima do pcc filha do-expresidente do paraguai raúl cubas
A jovem Cecília Cubas, de 31 anos, foi vítima de ação do PCC no Paraguai | Foto: Reprodução/ABC en el Este

Em entrevista a Oeste, o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira relembra outros dois atos de terrorismo que tiveram a participação do PCC.

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  • Morte de promotora na Bolívia

“Na Bolívia, também em 2004, um representante do PCC, mediante ato terrorista consistente na explosão de veículo, matou a promotora de Justiça Mónica Von Borries só porque ela comandava investigações contra um mafioso italiano”, informa Oliveira. “Três anos depois, esse terrorista foi preso quando entrava no Brasil com 279 explosivos e artefatos.”

  • Tentativa de sequestro na Colômbia

“Em 2008, o PCC, o CV e o Cartel Vale do Norte, da Colômbia, montaram plano para o sequestro de dois filhos do então presidente colombiano”, afirma o juiz federal aposentado. “Eles serviriam de moeda de troca para a libertação de seus respectivos chefes. O fato não se consumou graças a uma revelação feita por um integrante desses grupos. Isso é postura terrorista.”

Mais críticas ao PCC

Oliveira, que atuou como juiz federal em Mato Grosso do Sul por 30 anos, detalha outros atos do PCC. Ele também analisa como o Brasil, com a ajuda dos EUA, pode combater com assertividade o crime organizado. As informações completas nesse sentido estão na entrevista “O Brasil corre o risco de se converter num narcoestado”, publicada na Edição 326 da Revista Oeste. O conteúdo está disponível exclusivamente aos assinantes da publicação digital.

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