Biden: morte de Navalny na prisão traria consequências ‘devastadoras’ para Rússia

Perseguido pelo governo russo, rival de Vladimir Putin está preso desde janeiro e seu estado de saúde é crítico
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Joe Biden teve um encontro com o presidente da Rússia, Vladimir Putin; segundo a diplomacia norte-americana, foi uma reunião 'construtiva'
Joe Biden teve um encontro com o presidente da Rússia, Vladimir Putin; segundo a diplomacia norte-americana, foi uma reunião 'construtiva' | Foto: Adam Schultz/Flickr

Apesar de o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, e da Rússia, Vladimir Putin, ter sido classificado como “construtivo” pela diplomacia dos dois países, o líder norte-americano deixou claro ao russo que uma eventual morte do opositor Alexei Navalny na prisão traria consequências “devastadoras” para o governo local.

O rival de Putin foi detido em janeiro deste ano no aeroporto de Moscou, quando voltava ao país após passar cinco meses na Alemanha fazendo tratamento médico. Navalny foi envenenado na Sibéria, em agosto do ano passado —  ele acusa o governo russo de estar por trás da tentativa de assassinato.

Leia mais: “Senado da Rússia aprova lei que exclui aliados de Navalny de eleições”

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No fim de abril, Navalny reapareceu, debilitado, durante uma audiência em um tribunal do país. Ele cumpre pena de dois anos e oito meses de prisão por supostamente violar os termos de uma condicional relacionada a uma condenação por fraude.

“Eu deixei claro a ele [Putin] que as consequências disso [eventual morte de Navalny] seriam devastadoras para a Rússia”, afirmou Biden. “O que vocês acham que acontecerá se dizem que nada está sendo feito para ferir Navalny e ele aparece morto na prisão? É uma questão de confiança. É sobre a capacidade [de Putin] de influenciar outras nações de uma forma positiva.”

Leia mais: “Debilitado, rival de Putin reaparece durante audiência em tribunal na Rússia”

No início de junho, o Senado da Rússia aprovou uma lei que, na prática, exclui das eleições os aliados de Navalny. Segundo o projeto aprovado pelo Parlamento, lideranças, apoiadores e integrantes de “entidades extremistas” de oposição não poderão mais disputar eleições. Em abril, a Justiça do país determinou a suspensão de todas as atividades de organizações vinculadas a Navalny.

Leia também: “Em Genebra, Biden e Putin se encontram pela primeira vez”

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3 comentários

  1. Essa lei para abolir a os extremistas, é uma aberração. Se a moda pega, daqui a pouco vão querer aprovar uma lei dessas aqui, mas com o intuito de jogar para escanteio o Bolsonaro. Estamos de olho.

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