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Brasil assina nota conjunta contra medidas de Israel na Cisjordânia

Sob governo Lula, país adota política anti-Israel e se alia ao mundo islâmico e à esquerda mundial

Lula na França usando um keffiyeh, lenço que se tornou símbolo da resistência palestina e usado pelo Hamas - 4/6/2025 | Foto: Reprodução/X
Lula na França usando um keffyieh, lenço que se tornou símbolo da resistência palestina e usado pelos terrorista do Hamas | Foto: Reprodução/X

Em nota conjunta com outras 20 nações e organizações islâmicas, o Brasil condenou, “nos termos mais veementes”, as recentes decisões de Israel que envolvem a anexação de terras na Cisjordânia. Assinam a nota especialmente países islâmicos da região e nações lideradas pela esquerda, absolutamente contrários a qualquer medida do governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de direita.

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Para as 21 nações, as ações de Israel na região “introduzem ampliações abrangentes do controle israelense ilegal sobre a Cisjordânia”. “As mudanças são de amplo alcance, reclassificando terras palestinas como supostas ‘terras estatais’ israelenses, acelerando a atividade ilegal de assentamentos e aprofundando ainda mais a administração israelense”, diz um trecho.

Para o grupo, os assentamos de Israel na Cisjordânia contrariam o Direito Internacional, assim como as decisões que os validam. “Essas decisões mais recentes fazem parte de uma trajetória evidente que visa a alterar a realidade no terreno e avançar uma anexação de facto inaceitável”, diz a nota. “Também prejudicam os esforços em curso pela paz e estabilidade na região, incluindo o Plano de 20 Pontos para Gaza, e ameaçam qualquer perspectiva significativa de integração regional.”

No texto, os países pedem que o governo de Israel reverta as medidas sobre a ocupação da Cisjordânia “imediatamente”, respeite suas obrigações internacionais e se abstenha de ações que “resultem em mudanças permanentes no status jurídico e administrativo do Território Palestino Ocupado”.

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Para os signatários da carta, as ações de Israel “constituem um ataque deliberado e direto à viabilidade do Estado Palestino e à implementação da Solução de Dois Estados”. “Nesse contexto, reiteramos nossa rejeição a todas as medidas destinadas a alterar a composição demográfica, o caráter e o status do Território Palestino ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental. Opomo-nos a qualquer forma de anexação.”

“Diante da alarmante escalada na Cisjordânia, também conclamamos Israel a pôr fim à violência de colonos contra palestinos, inclusive responsabilizando os autores.”

A nota também informa que o grupo tem o compromisso de adotar medidas concretas “para conter a expansão de assentamentos ilegais no território palestino e as políticas e ameaças de deslocamento forçado e anexação”.

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“No Mês Sagrado do Ramadã, ressaltamos também a importância de preservar o status quo histórico e jurídico em Jerusalém e em seus Lugares Sagrados, reconhecendo o papel especial da histórica custódia hachemita nesse contexto. Condenamos as repetidas violações do status quo em Jerusalém, que constituem uma ameaça à estabilidade regional”, afirmam os signatários.

Países que assinam a nota

Além do Brasil, assinam a nota os ministros de Relações Exteriores da Arábia Saudita; Dinamarca; Egito; Eslovênia; Espanha; Finlândia; França; Indonésia; Irlanda; Islândia; Jordânia; Luxemburgo; Noruega; Palestina; Portugal; Catar; Suécia; e Turquia.

O documento também foi respaldado pelos secretários-gerais da Liga dos Estados Árabes e da Organização de Cooperação Islâmica, assim como pela Autoridade Palestina, que governa a Cisjordânia.

O governo de Israel sustenta que o registro de terras, retomado pela primeira vez desde 1967, é uma resposta a processos irregulares conduzidos pela Autoridade Palestina, que administra a região. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que a medida aumenta a transparência e ajuda a resolver disputas fundiárias.

Reação

Na semana passada, 85 Estados membros das Nações Unidas — incluindo o Brasil — já haviam condenado as medidas israelenses na região. O governo de Israel, depois do ataque terrorista do Hamas de 7 de outubro de 2023, intensificou as ações fundiárias na Cisjordânia. No ano passado, o governo de Netanyahu aprovou 52 assentamentos, um número recorde.

A direita brasileira criticou a posição do Brasil contra Israel. “Em vez de se posicionar ao lado de uma nação democrática que enfrenta ameaças constantes à sua própria existência, o governo prefere caminhar politicamente ao lado de regimes como o Irã e de organizações reconhecidas internacionalmente por terrorismo, como Hamas e Hezbollah”, afirmou o deputado federal General Pazuello (PL-RJ).

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) também ressaltou que Israel é a única democracia do Oriente Médio e, como tal, “garante liberdade religiosa, liberdade de expressão e direitos civis em meio a uma região marcada por conflitos e extremismo”. “Israel enfrenta terrorismo, ataques constantes e ameaças à sua própria existência”, discorreu. “Ainda assim, o governo brasileiro opta por se alinhar a um bloco que pressiona justamente quem luta para sobreviver. Não se trata apenas de política externa. Trata-se de valores. Trata-se de escolher entre democracia e radicalismo, entre liberdade e intolerância.”


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4 comentários
  1. Gilberto Novaes
    Gilberto Novaes

    Lula, o anão diplomático, pária mundial, parece hipnotizado pelas questões ideológicas. Os interesses do Brasil foram totalmente descartados. O presidente está a cada dia mais desconectado da problemática e das necessidades da população. Ele governa para a bolha marxista reacionária. Fica cada vez mais isolado, enquanto até a China e Russia são mais contidas nos conflitos com os EUA. A visita de Lula à Casa Branca promete ser um show em que ele será o palhaço.

  2. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    A mula estupida que foi colocado na presidência não passa de ser uma mula

  3. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Parece que o lula nunca se preocupou com as ocupações da Rússia na Ucrânia, quando anexou a Criméia, por exemplo.

  4. FRANCISCO FERREIRA
    FRANCISCO FERREIRA

    Vergonhoso, para dizer o mínimo. Esse comunista cachaceiro não representa a maioria da população do Brasil e tampouco seus valores. Como sempre se coloca do lado errado da história.

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