O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, classificou como “inédita” a declaração do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que excluiu o Brasil do grupo de países considerados aliados ou amigáveis a Washington. Segundo o ex-chanceler, a manifestação representa um episódio sem precedentes nos 202 anos de relações diplomáticas entre os dois países.
“A declaração de Rubio é inédita. Nem quando o Dean Rusk e o Lincoln Gordon estavam conspirando [para derrubar o presidente João Goulart], um secretário de Estado excluiu o Brasil da lista de países amigos”, disse Amorim. “É uma declaração impressionante e preocupante. Precisamos ver o que ocorrerá a partir disso, mas nem quando havia conspiração essa situação foi formalizada.”
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A fala de Rubio ocorreu durante audiência do Comitê de Relações Exteriores do Senado norte-americano realizada nesta terça-feira, 2.

Ao defender a política externa do governo dos EUA para a América Latina, o secretário de Estado afirmou que a região vive um momento de aproximação com Washington e descreveu o continente como uma área “repleta de aliados dos EUA”. Em seguida, listou exceções e incluiu o Brasil entre elas.
“Com exceção da Nicarágua, de Cuba, obviamente da Venezuela, que ainda enfrenta alguns desafios, e do Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, e, em certa medida, também do atual governo da Colômbia, ou pelo menos de seu presidente, que tem sido problemático, de modo geral trata-se agora de uma região repleta de aliados dos EUA, de líderes amistosos aos EUA e de uma direção favorável aos interesses norte-americanos”, declarou Rubio.
EUA definiram novas tarifas contra produtos do Brasil
A manifestação ocorre em meio ao aumento das tensões entre Brasília e Washington. Na véspera da audiência, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos propôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

Dias antes, Rubio havia anunciado a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, medida contestada pelo governo brasileiro.
Nesta quarta-feira, 3, a Casa Branca ampliou a pressão comercial ao propor uma nova tarifa de 12,5% contra o Brasil, vinculada a uma investigação sobre o uso de trabalho forçado.
Amorim já havia reagido à decisão dos Estados Unidos de enquadrar PCC e CV como organizações terroristas. Na ocasião, afirmou que a cooperação internacional é bem-vinda no combate ao crime organizado, mas advertiu que qualquer tentativa de utilizar o tema como justificativa para ingerência externa seria inaceitável.





































Esse morto vivo completamente senil devia considerar que o uso do fraldão geriátrico o impede de reunir-se com pessoas que possam lhe explicar o que está acontecendo!
O grosso ta entrando
Será que serão capazes de ver qual a responsabilidade do governo Lula nisso?
Nada, a responsabilidade é do Bolsonaro.