Brasil repudia eleições na Venezuela

Outros 15 países se manifestaram contra o resultado da disputa eleitoral sob a ditadura de Nicolás Maduro
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O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo | Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo | Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL | O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo | Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Outros 15 países se manifestaram contra o resultado da disputa eleitoral sob a ditadura de Nicolás Maduro

ernesto araújo
Ernesto Araújo reafirmou compromisso do Brasil com a liberdade da América Latina
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Palácio do Itamaraty divulgou nesta segunda-feira, 7, uma declaração assinada pelo Brasil e por outros 15 nações que consideram “fraudulentas” as eleições legislativas na Venezuela. Para esse grupo de países, a disputa de ontem foi marcada pela falta de “legalidade e legitimidade”. Oeste noticiou que o ditador Nicolás Maduro retomou o controle da Assembleia Nacional depois de a coligação governista, Grande Polo Patriótico, obter 67,7% dos votos. Partidos de oposição decidiram não participar da disputa porque “não há condições justas e legais” para concorrer. A abstenção chegou a 69% dos eleitores, conforme a Justiça Eleitoral venezuelana a serviço do regime chavista.

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Saiba o que pensa o chanceler Ernesto Araújo na entrevista exclusiva que a Revista Oeste fez com ele

No entanto, de acordo com o Observatório contra a Fraude (órgão ligado ao presidente Juan Guaidó), 80% dos eleitores não votaram. Além disso, Maduro vetou a presença de observadores internacionais independentes. Na madrugada de hoje, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, classificou as eleições de fraudulentas. “O povo venezuelano rejeitou a farsa eleitoral. Com baixíssima participação, [a população venezuelana] mostrou que as eleições legislativas não representam sua vontade”, escreveu no Twitter. “O regime de Maduro só se legitimará aos olhos daqueles que apreciam ou toleram a ditadura e o crime organizado”, acrescentou o chanceler.

Leia o documento

“Os signatários*, um grupo de países interessados ​​na crise multidimensional que afeta a Venezuela, incluindo membros do Grupo de Lima e outros países comprometidos em apoiar o retorno da democracia, declaram o seguinte:

1. Reiteramos que as eleições de 6 de dezembro para renovação da Assembleia Nacional da Venezuela, organizadas pelo regime ilegítimo de Nicolás Maduro, carecem de legalidade e legitimidade, pois foram realizadas sem as garantias mínimas de um processo democrático, de liberdade, segurança e transparência, e sem integridade dos votos, participação de todas as forças políticas ou observação internacional.

2. Exortamos a comunidade internacional a se unir na rejeição a essas eleições fraudulentas e a apoiar os esforços para a recuperação da democracia, do respeito pelos direitos humanos e do Estado de Direito na Venezuela.

3. Exortamos os atores de toda a Venezuela, de todas as tendências ideológicas e filiações partidárias, a colocarem os interesses do país acima de tudo e a se comprometerem urgentemente com um processo de transição, definido e impulsionado pelos venezuelanos, de modo a encontrar uma solução pacífica e constitucional que leve o país a eleições presidenciais e parlamentares livres, justas e críveis o mais rapidamente possível.

* Países signatários: Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Santa Lúcia.”

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