Bulgária aprova plano para adoção do euro em 2024

No entanto, a moeda búlgara, o lev, continuará sendo aceita no país
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Bandeira da União Europeia | Foto: Canva
Bandeira da União Europeia | Foto: Canva

O governo da Bulgária aprovou na sexta-feira 27 um plano econômico para adotar o euro como moeda a partir de 1° de janeiro de 2024. O anúncio foi feito pelo vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Asen Vasilev.

A estratégia prevê que todas as instituições, bancos e lojas do país devem aceitar pagamentos em euro desde o primeiro momento da sua adoção, programada para janeiro de 2024. O lev, atual moeda búlgara, continuará sendo aceita em paralelo.

“A aprovação do plano é o primeiro passo técnico e será seguido por uma série de reformas legislativas. O objetivo é que a Bulgária esteja tecnicamente preparada para adotar o euro em 1 de janeiro de 2024”, disse Vasilev, em coletiva de imprensa.

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A conversão entre as duas moedas será de quase 2 lev por euro. Atualmente a moeda está cotada em 0,51 centavos de euro. Apesar de ser membro da União Europeia desde 2007, o país conservou a moeda, assim como a Inglaterra fez com a libra.

Em julho de 2020, a Bulgária entrou para o sistema European Exchange Rate Mechanism (ERM-2), ou Mecanismo de Taxas de Câmbio, em português. O acordo é conhecido como a “sala de espera” da zona do euro.

Por outro lado, uma pesquisa realizada pelo Eurobarómetro — órgão ligado à Comissão Europeia — mostra que 62% dos búlgaros rejeitam a adoção do euro. Os entrevistados temem que haja um aumento dos preços com a conversão monetária.

Gás russo

O plano de adoção do euro ocorre em momento de tensão no leste europeu. Com a guerra na Ucrânia, países da região estão sofrendo com sanções econômicas impostas pela Rússia — principalmente em relação aos combustíveis.

No fim de abril, a Gazprom, empresa estatal russa, anunciou o corte no fornecimento de gás natural para a Polônia e Bulgária.

Assim como outros países da União Europeia, eles se recusaram a pagar pelo combustível em rublos, uma exigência de Moscou para estabilizar e impulsionar sua moeda diante das sanções de países do Ocidente.

Entretanto, a Bulgária informou que o corte no fornecimento não afetaria o país, apesar de 90% do suprimento de gás ser fornecido pela Rússia. Um dia antes do anúncio do corte, parlamentares búlgaros anunciaram um acordo com a Grécia para o fornecimento de gás.

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