publicidade
Mundo

Camundongo transparente pode melhorar testes contra câncer

Método também envolveria menos cobaias

edição genética - pesquisadores da usp - novo coronavírus - camundongo transparente
Imagem ilustrativa | Foto: Foto: FREEPIK

Cientistas desenvolveram um novo método em que consiste examinar camundongos transparentes mortos para melhorar os testes com novas drogas contra o câncer. A inovação pode ajudar os médicos a encontrarem tumores muito pequenos para ser detectados.

Em uma das primeiras aplicações, a equipe detectou tumores cancerígenos nos estágios iniciais de formação. “Exames de ressonância magnética e de tomografia mostrariam apenas grandes tumores”, explica o professor Ali Ertürk, do centro de pesquisas Helmholtz Munich. “Os nossos mostram tumores em uma única célula, o que esses exames de jeito nenhum conseguem.”

Receba nossas atualizações

Leia também: “O cérebro das pessoas solitárias funciona de forma diferente”

O especialista informa que “os medicamentos atuais prolongam a vida por alguns anos e depois o câncer volta”. “Isso ocorre porque o processo de desenvolvimento (dos tratamentos) nunca incluiu a eliminação desses pequenos tumores, que nunca foram visíveis”, acrescentou.

Método contra o câncer desenvolvido com os camundongos transparentes

Medicamentos geralmente são testados primeiro em camundongos, e os efeitos do tratamento são acompanhados por meio de exames de imagem convencionais. No método criado por Ertürk, apenas camundongos mortos podem ser analisados — e somente algumas cobaias precisam ser transparentes.

Leia Também: “Pássaros podem se divorciar por ‘infidelidade’ do macho”

O professor Ali Ertürk, do centro de pesquisas Helmholtz Munich, na Alemanha, descobriu como tornar um camundongo transparente em 2018. Deste então, o método foi aperfeiçoado e detalhado em um estudo publicado na revista científica Nature Biotechnology, na segunda-feira 10.

A criação desse animal envolve a remoção de todas as gorduras e os pigmentos de seu cadáver, por meio de um processo químico. Por fim, a cobaia se torna semelhante a um brinquedo de plástico transparente, ligeiramente flexível.

Os pesquisadores também usam produtos químicos para ressaltar tecidos específicos que, com o novo método, podem ser observados em microscópios e exames de imagem com muitos detalhes.

Leia mais:

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade