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O cérebro de pessoas solitárias funciona de forma diferente

É o que afirmam cientistas numa nova pesquisa sobre o comportamento humano

cérebro
O conceito do cérebro humano | Foto: Shutterstock

As pessoas solitárias pensam de modo ligeiramente diferente do de outras pessoas. É o que diz um artigo publicado recentemente no periódico científico Psychological Science. Os resultados de 66 exames neurais em jovens adultos mostraram diferenças entre a maneira com a qual o cérebro das pessoas solitárias processa informações — e o que acontece nos cérebros dos seus colegas. O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia.

Sobre o cérebro das pessoas solitárias, a psicóloga Elisa Baek, integrante da equipe de cientistas que desenvolveram as pesquisas, disse: “Foi surpreendente descobrir que as pessoas que se veem como solitárias apresentam diferenças ainda mais evidentes”.

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É notório que a experiência da solidão é comum a todas as pessoas — pelo menos em algum momento da vida. A solidão, segundo os pesquisadores, frequentemente se refere mais à qualidade das relações do que à quantidade, e isso provoca impactos na saúde de diversas formas.

doença cerebral
As pessoas solitárias pensam de modo ligeiramente diferente do de outras pessoas | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons/Gaetan Lee e Kaldari

Pesquisa e resultados

Universitários entre 18 e 21 anos participaram como voluntários da pesquisa, que utilizou ressonâncias magnéticas a fim de observar a atividade cerebral enquanto os estudantes assistiam a 14 vídeos curtos. O conteúdo de entretenimento variava de clipes de músicas românticas a imagens de festas e eventos esportivos.

Depois da exposição ao conteúdo de multimídia, os voluntários tiveram de preencher um formulário com perguntas elaboradas a fim de definir o nível de solidão de cada participante. A partir dos resultados, os alunos foram separados em dois grupos: solitários e não solitários.

Solitários têm um jeito diferente de processar o mundo, é o que os cientistas descobriram depois de analisar a resposta de 214 regiões do cérebro aos estímulos provocados pelos vídeos. A diferença mais evidente estava nas áreas ligadas à compreensão compartilhada e ao sistema de recompensas do cérebro.

Sobre os resultados da pesquisa, Baek disse ainda: “O fato de que essas pessoas não se identificam nem com os solitários nem com os não solitários dificulta a conquista de conexões sociais. Essa sensação de desconexão pode prejudicar sua saúde física e mental; por isso, espero que novas pesquisas na área ajudem as pessoas solitárias a se sentirem mais conectadas e compreendidas”.

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