Em um movimento para ampliar seus mercados e diminuir a dependência dos Estados Unidos, o Canadá fechou um acordo comercial provisório com a China, anunciado nesta sexta-feira, 16.
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O entendimento foi consolidado depois de dois dias de conversas em Pequim. A expectativa do governo canadense é que as novas regras passem a valer a partir de 1º de março.
O primeiro-ministro Mark Carney comunicou que a China concordou em reduzir as tarifas sobre a canola canadense. Assim, elas devem cair para uma taxa combinada de cerca de 15%, muito inferior aos atuais 84%.
Além disso, outros produtos, como ervilhas, lagostas e caranguejos, deixarão de pagar tarifas consideradas discriminatórias durante a vigência do acordo, prevista até o fim do ano.
Potencial econômico e confiança no pacto entre Canadá e China

Segundo Carney, as alterações poderão gerar quase US$ 3 bilhões em novos contratos de exportação para produtores rurais, pescadores e indústrias de processamento do Canadá.
O premiê esclareceu que o pacto é preliminar, mas afirmou ter “alto grau de confiança” de que será implementado. Ele declarou suas percepções à imprensa depois de encontro com o líder chinês Xi Jinping.
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O chefe do governo ressaltou a tradição do comércio agroalimentar entre Canadá e China e lembrou que as exportações canadenses de alimentos para o país asiático superam US$ 7 bilhões a cada ano. Carney também destacou que a medida pode abrir caminho para superar obstáculos em outros setores, como carne bovina e rações para animais.
Impacto no setor industrial e perspectivas futuras
No segmento industrial, Carney anunciou que o Canadá permitirá a entrada de até 49 mil veículos elétricos fabricados na China por ano, sob tarifa de nação mais favorecida de 6,1%. O volume, equivalente a menos de 3% do mercado automobilístico canadense, representa um retorno aos níveis de 2023. A maior parte desses veículos terá preço inferior a US$ 35 mil, e o acordo abre espaço para investimentos chineses em fábricas no Canadá.
O acordo inclui uma cláusula de revisão depois de três anos, segundo Carney, que relacionou as medidas às estratégias de diversificação da economia canadense. A viagem do premiê ao país asiático é a primeira de um chefe de governo canadense à China em quase dez anos, e ocorre depois de um período marcado por tensões políticas e comerciais, especialmente no setor agroalimentar.
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Com a assinatura do novo acordo, Ottawa tenta restabelecer relações comerciais com a China em um momento de reconfiguração das cadeias globais e tensão internacional. Enquanto isso, Pequim busca fortalecer laços com antigos parceiros dos EUA insatisfeitos com as políticas do governo de Donald Trump.






































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