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Um homem exibe um cartaz com a menção ao presidente dos EUA, Donald Trump, durante um comício em apoio aos protestos nacionais no Irã, em Roma, Itália, em 13 de janeiro de 2026 | Foto: Francesco Fotia/Reuters
Edição 305

Pérsia livre!

Ativistas de minorias passando pano para um regime que mata homossexuais, trata mulheres com total desrespeito e atira em manifestantes desarmados. Tudo para continuar atacando Trump e Israel, a nação “genocida”

Duas coisas chamam atenção nas manifestações do povo iraniano: a brutalidade da reação do regime e o silêncio ensurdecedor de ativistas “democratas” no Ocidente. A Guarda Revolucionária Iraniana, ligada aos aiatolás xiitas que controlam o país desde 1979, já matou milhares de manifestantes, apesar das ameaças feitas pelo presidente Trump. Enquanto isso, não vemos uma só manifestação em Harvard ou demais ícones “progressistas” a favor do bravo povo persa.

O que pode explicar isso? Em primeiro lugar, a ofensiva contra o regime iraniano tem partido do presidente Trump, que recentemente autorizou um ataque cirúrgico ao projeto nuclear dos aiatolás. Como a esquerda odeia Trump, se ele estiver a favor do consumo de água, seus detratores ficarão do lado da seca no deserto.

Além de Trump, temos Israel, tradicional inimigo do Irã. O governo israelense realizou ataques recentemente ao país, mostrando que o regime é um tigre de papel. Qualquer democrata deveria tomar o lado de Israel contra a teocracia opressora iraniana, mas como o antissemitismo é alimentado de forma insana pelo Ocidente hoje, basta ter Netanyahu de um lado para essa turma tomar o partido do outro lado.

Perfil do presidente dos EUA Donald Trump na frente de uma imagem da bandeira do Iran | Foto: Dado Ruvic/Reuters

É basicamente por isso que vemos tanta incoerência: ativistas de minorias passando pano para um regime que mata homossexuais, trata mulheres com total desrespeito e atira em manifestantes desarmados. Tudo para continuar atacando Trump e Israel, a nação “genocida”. É uma política identitária que destrói a capacidade de raciocínio lógico em suas vítimas.

Por isso, vemos o silêncio de quem até ontem gritava “Palestina livre”. Eles não iniciaram nenhum movimento amplo pedindo por uma “Pérsia livre”, até porque temem também mexer com o Islã. Criticar os aiatolás xiitas malucos seria “islamofobia”, então eles preferem criticar Trump e Netanyahu, que tentam ajudar o povo iraniano a se livrar de uma tirania assassina e opressora.

Não há garantias e não sabemos como serão os destinos da Venezuela e do Irã.

Felizmente, para os iranianos, seu futuro não depende dessa gente alienada ou hipócrita, tampouco da ONU, que representa bem essa mesma turma. O sucesso da reação iraniana depende de uma divisão interna do regime e do ambiente externo. Nesse sentido, o tom de Trump mostra que o povo iraniano tem um aliado de verdade na maior potência bélica do planeta.

Pessoas acendem seus celulares em frente ao consulado dos EUA durante um protesto em apoio aos protestos nacionais no Irã, em Milão, Itália, 13 de janeiro de 2026 | Claudia Greco/Reuters

Trump já deixou claro que vai agir contra a matança dos aiatolás, que é para o povo não desistir dos protestos, tentar tomar as instituições, pois a ajuda está a caminho. Quando o presidente diz isso depois de ter atacado o próprio Irã e capturado o narcoditador Maduro em solo venezuelano, a ameaça se torna bem mais crível: ele não está de brincadeira.

E aqui temos a enorme diferença entre Trump e seus antecessores democratas. Obama era mestre em desenhar linhas que não podiam ser cruzadas, apenas para nada fazer em seguida, quando seus alertas eram ignorados. Aconteceu com Putin quando invadiu a Crimeia e com o próprio Irã, que também via manifestações relevantes em 2009. Obama preferiu “negociar” com o regime, mandar dinheiro para os aiatolás, e claro que o resultado foi terrível.

Não custa lembrar que a própria chegada dos aiatolás ao poder se deu durante o governo Jimmy Carter, outro democrata com a mesma mentalidade infantil. A postura bem mais dura de Trump muda o jogo e traz esperança para o povo que luta por liberdade. Não há garantias e não sabemos como serão os destinos da Venezuela e do Irã. Mas é inegável que a ação firme do governo americano tem servido de combustível para os verdadeiros democratas que desafiam essas ditaduras cruéis.

Em tempo: desnecessário dizer que a postura do governo Lula nisso tudo é para lá de vergonhosa. O Brasil petista toma o lado do Eixo do Mal e não é capaz de condenar seus companheiros ditadores. Em junho, quando os Estados Unidos atacaram instalações nucleares do Irã, o Itamaraty “condenou com veemência”. Em janeiro de 2026, o governo do Irã abriu fogo contra sua própria população e matou milhares de pessoas. O governo brasileiro disse que “acompanha com preocupação”. É o Brasil lulista do lado errado da história, uma vez mais.

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2 comentários
  1. Raimundo Nonato Costa
    Raimundo Nonato Costa

    Só a diminuição de neurônios não explica o “democracismo” do esquerdismo. O que explicaria?

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