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O Canal do Panamá volta a ser 'norte-americano': BlackRock compra portos da chinesa Hutchison

A empresa chinesa CK Hutchison enfrentou pressão de autoridades americanas e do Panamá para vender os portos

No começo de fevereiro, Trump enviou o secretário de Estado Marco Rubio ao Panamá, onde exigiu passagem livre para navios da Marinha dos EUA e medidas para conter a presença chinesa | Foto: Divulgação/Panamá Chanel Authority
No começo de fevereiro, Trump enviou o secretário de Estado Marco Rubio ao Panamá, onde exigiu passagem livre para navios da Marinha dos EUA e medidas para conter a presença chinesa | Foto: Divulgação/Panamá Chanel Authority

A norte-americana BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, comprou os portos localizados na entrada e na saída do Canal do Panamá da empresa chinesa CK Hutchison por US$ 22,8 bilhões.

Canal do Panamá | Crédito: divulgação
A empresa Panama Ports, controlada pela CK Hutchison, é a única que administra terminais em ambos os lados do Canal | Foto: Divulgação/Panamá Chanel Authority

A empresa Panama Ports, controlada pela CK Hutchison, é a única que administra terminais em ambos os lados do Canal: o Porto de Balboa na entrada do Pacífico do canal e o terminal de Cristóbal no Atlântico.

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A operação foi realizada por um consórcio de investidores liderado pela BlackRock, que comprará as participações majoritárias de dezenas de portos ao redor do mundo sob o controle da CK Hutchison, empresa baseada em Hong Kong. Dentro deste portfólio está também os portos no Panamá.

Trump tinha ameaçado intervir no Panamá

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha declarado desde o começo do seu segundo mandato que a gestão chinesa dos portos panamenhos era uma ameaça para os Estados Unidos.

“A China está operando o Canal do Panamá, e não o demos à China”, disse Trump, em seu discurso de posse, referindo-se ao tratado de 1977 que entregou o controle da infraestrutura ao Panamá.

No começo de fevereiro, Trump enviou o secretário de Estado Marco Rubio ao Panamá, onde exigiu passagem livre para navios da Marinha dos EUA e medidas para conter a presença chinesa.

Saiba mais: Panamá cancela acordo da Nova Rota da Seda com a China, sob pressão dos EUA

Depois da reunião, Panamá concordou em sair da iniciativa da Nova Rota da Seda e pediu tempo para encontrar maneiras de permitir a passagem livre para os navios de guerra dos EUA sem violar o tratado de neutralidade do Canal. Também abriu uma investigação para saber se a CK Hutchison estava respeitando os termos da concessão dos portos.

Os dois portos movimentaram 40% de todos os contêineres que cruzaram a hidrovia no ano passado. E o temor de Washington é que a presença chinesa nas duas pontas do canal possa restringir a navegação de navios norte-americanos ou até mesmo o uso para fins militares, incluindo monitoramento de movimentos de navios ou possivelmente sabotar a hidrovia.

Autoridades panamenhas e vários ex-oficiais militares dos EUA disseram que as instalações não representam ameaça militar da China nem violam a neutralidade do canal.

Estados Unidos construíram o Canal do Panamá

Os Estados Unidos construíram o Canal do Panamá, inaugurado em 1914, e o cederam ao governo do país centro-americano no final de 1999, através de um tratado negociado mais de 20 anos antes com o então presidente, Jimmy Carter.

Trump há muito tempo declara que o acordo é ruim para os EUA e reclama das taxas cobradas pelo Panamá e da infraestrutura chinesa construída ao longo da hidrovia.

A venda dos portos parece marcar um recuo das operações portuárias internacionais pela Hutchison, sediada em Hong Kong, controlada por uma das pessoas mais ricas da Ásia, Li Ka-shing, de 96 anos.

Saiba mais: 7 de setembro na História: Estados Unidos devolvem Canal do Panamá

O grupo, que enfrentou pressão de autoridades nos EUA e no Panamá para se desfazer dos portos do Panamá, manterá seus portos em Hong Kong e na China continental, enquanto vai vender o controle de 43 portos, com 199 terminais de carga, situados em 23 países.

Com o acordo, além dos portos no Canal do Panamá, os investidores estarão no comando de portos em vários países, como Alemanha e Malásia, utilizados como base para o projeto chinês da Nova Rota da Seda.

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2 comentários
  1. Liberta Brasil
    Liberta Brasil

    O Problema da china é que eles corrompem os politicos oferecendo presentinhos antes de grandes compras de bens publicos, no Brasil por exemplo a empresa de carros eletricos BYD “deu” de presente 30 carros eletricos pro CNJ e pro TCU, exatamente quem controla e fiscaliza os juizes e politicos do brasil.

  2. Inteligencia Artificial
    Inteligencia Artificial

    A Historia nao tem como ser apagada.
    O livro negro do comunismo não busca justificar ou encontrar causas para os atos cometidos sob a bandeira do comunismo. Tampouco pretende ser mais um capítulo na polêmica entre esquerda e direita, discutindo fundamentos ou teorias marxistas. Trata-se, sobretudo, de lançar luz a um saldo estarrecedor de mais de sete décadas de história de regimes comunistas: massacres em larga escala, deportações de populações inteiras para regiões sem a mínima condição de sobrevivência, fome e miséria que dizimaram milhões, enfim, a aniquilação de homens, mulheres, crianças, soldados, camponeses, religiosos, presos políticos e todos aqueles que, pelas mais diversas razões, se encontraram no caminho de implantação do que, paradoxalmente, nascera como promessa de redenção e esperança.
    “…os regimes comunistas tornaram o crime em massa uma forma de governo”. Usando estimativas não oficiais, apresenta um total de mortes que chega aos 94 milhões. A estimativa do número de mortes alegado por Courtois é a seguinte:
    • 20 milhões na União Soviética
    • 65 milhões na República Popular da China
    • 1 milhão no Vietname
    • 2 milhões na Coreia do Norte
    • 2 milhões no Camboja
    • 1 milhão nos Estados Comunistas do Leste Europeu
    • 150 mil na América Latina
    • 1,7 milhões na África
    • 1,5 milhões no Afeganistão
    • 10 000 mortes “resultantes das ações do movimento internacional com

    Em edição revisada e com capa nova, O livro negro do comunismo traz uma vasta e complexa pesquisa — os locais, as datas, os fatos, os carrascos, as vítimas contadas às dezenas de milhões na URSS e na China, e os milhões em pequenos países como a Coreia do Norte e o Camboja. Além disso, a obra é amparada por um encarte de 32 páginas com cerca de 80 imagens e por mapas que situam e oferecem ainda mais embasamento ao leitor.

    Publicado originalmente na França, no momento em que a Revolução de Outubro de 1917 completava 80 anos, O livro negro do comunismo logo se tornou sucesso de livraria, com enorme repercussão, e deflagrou diversas polêmicas. Com mais de um milhão de exemplares vendidos no mundo e traduzido para mais de 25 idiomas, O livro negro do comunismo se consagrou e segue como uma obra referencial em estudos sobre o tema até os dias atuais, desempenhando um papel fundamental na compreensão das tragédias e complexidades do século XX.

    A grande fome de Mao
    por Frank Dikötter (Autor)

    ””(QUANDO NAO HÁ BASTANTE PARA COMER, AS PESSOAS MORREM DE FOME. É MELHOR DEIXAR METADE DAS PESSOAS MORREREM, PARA QUE A OUTRA METADE POSSA SE SACIAR. )”” MAO TSÉ-TUNG …
    Nao tem como aplicar o “”AD Hominem “” , esse individuo foi um DEMONIO.

    Este relato é uma reformulação fundamental da história da República Popular da China. Com riqueza de detalhes, pesquisa e um texto pontual, Frank Dikötter expõe um importante período da história chinesa e mostra que, em vez de desenvolver o país para se equiparar às superpotências mundiais, comprovando assim o poder do comunismo — como Mao imaginara —, o Grande Salto Adiante na verdade foi um passo gigante e catastrófico na direção oposta. O país virou palco de um dos assassinatos em massa mais cruéis de todos os tempos: pelo menos 45 milhões de pessoas morreram de exaustão, fome ou vítimas de abusos mortais das autoridades. Descortinando as maquinações cruéis nos corredores do poder e o cotidiano da população comum, A grande fome de Mao dá voz aos mortos e esquecidos.

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