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Irã confirma ataque a alvos militares dos EUA

Teerã diz que bombardeio é resposta à atuação norte-americana no Estreito de Ormuz

Embarcações no Estreito de Ormuz | Foto: Reprodução/X
Embarcações no Estreito de Ormuz | Foto: Reprodução/X

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O governo do Irã confirmou bombardeios contra alvos militares dos EUA no Oriente Médio em resposta a uma operação aérea americana no Estreito de Ormuz, ocorrida neste sábado, 27. Este confronto marca a primeira violação do cessar-fogo firmado em 17 de junho. Os EUA justificaram seus ataques anteriores, alegando a destruição de instalações iranianas depois da acusação de que o Irã lançou drones contra navios mercantes, ferindo o princípio da livre navegação internacional.

O governo do Irã confirmou neste sábado, 27, a realização de bombardeios contra alvos militares dos Estados Unidos (EUA) no Oriente Médio. A ofensiva seria uma resposta a uma operação aérea norte-americana executada recentemente no Estreito de Ormuz. O confronto direto representa a primeira violação prática do acordo de cessar-fogo inicial firmado entre Washington e Teerã em 17 de junho, cujo objetivo era encerrar as hostilidades iniciadas no final de fevereiro.

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) justificou os ataques aéreos prévios afirmando ter destruído depósitos de mísseis, drones e sistemas de radar iranianos localizados no litoral sul do país. De acordo com o governo norte-americano, a intervenção foi necessária depois de o presidente Donald Trump acusar o regime iraniano de lançar quatro drones contra navios mercantes na região, resultando em danos a um navio de carga. 

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Irã fere termos de livre navegação, acusam EUA

Os EUA alegam que as ações iranianas feriram os termos de livre navegação previstos no armistício recente. Por sua vez, o parlamento do Irã rebateu as justificativas americanas e acusou Donald Trump de desrespeitar os princípios diplomáticos do pacto. A Guarda Revolucionária iraniana informou ter repelido incursões na ilha de Sirik e prometeu reações severas caso novas ações militares ocidentais atinjam o seu território. 

Leia também: “A guerra geopolítica de Trump”, reportagem publicada na Edição 328 da Revista Oeste

Até o momento, as agências internacionais e a Casa Branca não divulgaram relatórios conclusivos sobre a extensão dos danos ou a ocorrência de baixas decorrentes do contra-ataque de Teerã. O acirramento das tensões provocou impactos imediatos na segurança marítima internacional. 

A Organização Marítima Internacional (OMI), braço regulador vinculado à ONU, anunciou a suspensão temporária de uma operação humanitária que coordenava a evacuação de navios mercantes civis retidos no Estreito de Ormuz. 

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