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Chanceler da Alemanha, Olaf Scholz perde voto de confiança do Parlamento

Crise do atual governo do país europeu começou em novembro, depois de o primeiro-ministro demitir o ministro das Finanças, Christian Lindner

O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz
O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz | Foto: Divulgação/Parlamento Europeu (EP)

Nesta segunda-feira, 16, o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, perdeu o voto de confiança no Parlamento. Esse resultado já era esperado e levou à antecipação das eleições para fevereiro de 2025.

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O governo de Scholz passa por significativa crise interna, a qual resultou nessa reviravolta política.

O voto de confiança é uma prática comum em sistemas parlamentaristas, usada para reavaliar o apoio ao governo. Com a aprovação do voto, cabe ao presidente Frank-Walter Steinmeier decidir se o Bundestag, o Parlamento alemão, que tem 736 assentos, terá ou não dissolução.

A origem da crise política na Alemanha

Alemanha
A crise política na Alemanha começou em novembro deste ano, depois de Scholz demitir o ministro das Finanças, Christian Lindner | Foto: Reprodução/Flickr

A crise política na Alemanha começou em novembro deste ano, depois de Scholz demitir o ministro das Finanças, Christian Lindner, em razão a desacordos sobre a política econômica. Essa demissão resultou na perda da maioria parlamentar pelo partido de Scholz e comprometeu sua capacidade de governar.

Desde 2005, quando o então chanceler Gerhard Schröder perdeu uma moção de confiança, a Alemanha não votava algo similar. Esse episódio abriu caminho para a vitória apertada de Angela Merkel.

O cenário eleitoral

As pesquisas atuais revelam que o partido de Scholz, os Social-Democratas, está atrás do bloco de centro-direita da União, liderado por Friedrich Merz. Robert Habeck, dos Verdes, também lançou sua candidatura ao cargo de chanceler, mas seu partido está ainda mais atrás nas intenções de voto.

O Alternativa para a Alemanha, partido de direita, nomeou Alice Weidel como candidata a chanceler. Entretanto, suas chances são baixas, já que os outros partidos se recusam a colaborar com ela.

Impacto na coalizão governante

Bundestag, o Parlamento alemão | Foto: Bundestag/Achim Melde

A administração de Scholz se baseava em uma coalizão de social-democratas, ecologistas e liberais. Contudo, depois da demissão do ministro das Finanças, os ministros liberais renunciaram — o que deixou o gabinete de Scholz sem maioria no Parlamento.

Ao justificar a demissão do ministro das Finanças, defensor rigoroso da austeridade orçamentária, Olaf Scholz declarou que “precisa de um governo capaz de agir e que tenha força para tomar as decisões necessárias para o país”.

Leia também: “O colapso do ditador”, reportagem de Eugenio Goussinsky publicada na Edição 247 da Revista Oeste

A possibilidade de eleições antecipadas já havia sido mencionada pelo presidente Frank-Walter Steinmeier. Ele tem um papel principalmente cerimonial na Alemanha, país em que o chanceler atua como chefe de governo.

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