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China acusa EUA de elevar risco de conflito em Taiwan e aplica sanções

O regime chinês classifica Taiwan como 'parte inalienável' de seu território e não descarta o uso da força para promover a reunificação

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O regime chinês afirma que Washington estaria utilizando Taiwan como instrumento para conter a China | Foto: Marcos Corrêa/PR

A intensificação das tensões entre China e EUA ganhou um novo capítulo depois de Pequim responsabilizar Washington por agravar o risco de conflito no Estreito de Taiwan.

A declaração foi feita depois da entrada em vigor da Lei de Autorização de Defesa Nacional dos EUA para 2026, que amplia o envio de armas a Taiwan.

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Durante a coletiva mensal do Ministério da Defesa, realizada nesta quinta-feira 25, o porta-voz Zhang Xiaogang acusou o governo norte-americano de interferir nos assuntos internos da China.

Ele afirmou que a legislação aprovada “envia sinais gravemente errôneos” aos defensores da independência taiwanesa.

Acusações e advertências contra os EUA

Zhang destacou que os EUA “descumpriram seus compromissos” ao intensificarem o fornecimento de armamentos à ilha, o que, em sua avaliação, “acelera o avanço em direção a uma perigosa situação de guerra” e afeta gravemente a estabilidade da região.”

O porta-voz acrescentou que Washington estaria utilizando Taiwan como instrumento para conter a China.

“A tentativa de usar Taiwan para frear a China está condenada ao fracasso, e buscar a independência mediante a força conduz à autodestruição”, disse Xiaogang.

Leia também: “O triunfo de Trump na diplomacia do Oriente Médio”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 292 da Revista Oeste

Ainda, segundo ele, autoridades de Taiwan estariam negligenciando a segurança da população local.

Zhang cobrou que “os EUA devem agir com a máxima prudência nos assuntos relacionados a Taiwan e adotar medidas concretas para salvaguardar a estabilidade das relações bilaterais e dos vínculos entre ambos os Exércitos.”

Disputa geopolítica e reforço militar norte-americano

Esse posicionamento surge em meio à escalada das disputas entre Pequim e Washington pelo futuro de Taiwan, enquanto os norte-americanos reforçam apoio militar e político à ilha.

Apesar de não manter laços diplomáticos oficiais com Taipei, os EUA seguem como principal fornecedor de armas e mantêm política ambígua sobre possíveis intervenções.

O regime chinês classifica Taiwan como “parte inalienável” de seu território e não descarta o uso da força para promover a reunificação.

Já o governo da ilha rejeita essa posição e afirma que apenas os taiwaneses podem decidir sobre seu destino político.

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Sanções chinesas a empresas dos EUA

No mesmo contexto de tensão, o Ministério das Relações Exteriores da China anunciou nesta sexta-feira, 26, sanções contra 20 empresas americanas do setor de Defesa e dez executivos ligados ao fornecimento de armas a Taiwan nos últimos anos.

Entre as companhias afetadas estão Boeing, Northrop Grumman Systems, L3Harris e VSE, de acordo com comunicado oficial.

As sanções, em vigor a partir desta sexta-feira, incluem proibição de novos investimentos na China, restrições à cooperação com entidades chinesas e congelamento de ativos sob jurisdição do país asiático.

Pequim justificou a medida com base na Lei de Sanções Estrangeiras da China, enfatizando que “a questão de Taiwan é o cerne dos interesses fundamentais da China e a primeira linha vermelha que não deve ser cruzada” nas relações com Washington.

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