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China amplia campanha de censura contra postagens sobre casamento e maternidade

Depois de décadas de controle estatal sobre a natalidade, o regime enfrenta os efeitos de sua própria política populacional

China | Segundo dados no Banco Mundial, a China contou com um crescimento baixo, de 3%, em 2022 | Foto: SlonPics/Freepik
Autoridades já aplicaram medidas semelhantes contra conteúdos críticos ao regime e publicações favoráveis à militância LGBT | Foto: SlonPics/Freepik

O regime comunista da China removeu o perfil da comediante Xiao Pa logo depois de uma publicação na rede social Weibo. No texto, a artista afirmou que estava doente e acrescentou que, se tivesse marido e filhos, ainda precisaria se apoiar na parede para cozinhar. As informações são do jornal South China Morning Post.

A Administração do Ciberespaço da China ampliou a censura nas redes sociais como parte da campanha “Claro e Limpo”. Lançada em 2019, a iniciativa busca eliminar publicações supostamente prejudiciais ao ambiente digital.

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“Xiao Pa publicou informações que estimularam conflitos de gênero e geraram ansiedade em relação ao casamento e à maternidade e paternidade”, escreveu um administrador da Weibo. “Pedimos aos usuários que não associem intencionalmente temas de gênero ao discutir assuntos públicos, que não promovam ódio contra determinados grupos e que evitem fomentar uma imagem pública confrontadora e divisiva.”

Autoridades já aplicaram medidas semelhantes contra conteúdos críticos ao regime e publicações favoráveis à militância LGBT. Em 2022, o órgão informou a retirada de 20 bilhões de conteúdos de aproximadamente 1,4 bilhão de contas.

O endurecimento das regras coincide com a crise demográfica do país. Em 2025, a China registrou mais mortes do que nascimentos pelo quarto ano consecutivo, fenômeno que resultou em crescimento natural negativo.

No país, a política do filho único vigorou por 35 anos (1980–2015) e evitou mais de 400 milhões de nascimentos. Para conter a natalidade, o regime comunista aplicava multas e realizava esterilizações e abortos forçados. Em 2016, a lei passou a permitir até dois filhos e, em 2021, três filhos.

China intensifica ações para elevar nascimentos

Com o fim da política do filho único, que se demonstrou catastrófica para o próprio regime, as autoridades chinesas passaram a adotar medidas para estimular o casamento e, subsequentemente, a natalidade.

O primeiro-ministro Li Qiang declarou, durante discurso nas chamadas Duas Sessões, que o país pretende ampliar o apoio a famílias com o primeiro filho.

+ Leia também: “China deve enviar sistemas antiaéreos ao Irã, diz inteligência dos EUA”

O ditador Xi Jinping também reforçou essa orientação. Ele relaciona o crescimento populacional à estabilidade social e ao desenvolvimento econômico.

Em reunião com a Federação Nacional das Mulheres da China, Xi Jinping defendeu a promoção de uma cultura voltada ao casamento e à maternidade alinhada às diretrizes do Partido Comunista.

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1 comentário
  1. Urias Roberto da Silva
    Urias Roberto da Silva

    Uns malucos inventam uma coisa e obrigam as pessoas a fazê-la. Depois dizem está errado. O filho único prejudicou as filhas pois preferiam um varão. Imagine o sofrimento.

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