A China adquiriu parte do petróleo da Venezuela que havia sigo negociado pelos Estados Unidos. A informação partiu do secretário de Energia norte-americano, Chris Wright, em declaração à imprensa em Caracas. O representante de Washington não forneceu detalhes sobre volume nem valores envolvidos.
Interpelado sobre possíveis parcerias no país, Wright argumentou que “negócios chineses legítimos sob condições comerciais legítimas seriam aceitáveis”.
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O comentário ocorre pouco depois de o presidente Donald Trump afirmar que vê com bons olhos investimentos da China e da Índia no setor de petróleo da Venezuela.
Em janeiro, o mercado internacional registrou instabilidade com a intervenção dos EUA na Venezuela. Na ocasião, forças norte-americanas capturaram o ditador Nicolás Maduro, numa megaoperação contra o narcotráfico, e assumiram o controle da produção de petróleo no território chavista.
Antes disso, em dezembro, Washington ordenou que as forças militares se concentrassem no cumprimento da “quarentena” do petróleo venezuelano. Agora, segundo Wright, o governo norte-americano praticamente encerrou o bloqueio naval que impedia a exportação do produto.
Trump prevê envio de até 50 milhões de barris de petróleo aos EUA
Por meio de suas redes sociais, Trump afirmou que Caracas entregará de 30 milhões a 50 milhões de barris aos EUA. Wright reforçou que Washington não pretende impedir o acesso chinês ao produto venezuelano.
Refinarias indianas também retomaram a importação do petróleo tipo Merey, e o governo da Índia recomendou que processadoras estatais aumentem a compra do produto tanto da Venezuela quanto dos EUA. Outros países, como Israel, também passaram a receber carregamentos.
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Analistas do setor acreditam que a produção da Venezuela pode alcançar 2 milhões de barris por dia nos próximos dois a três anos. A projeção foi apresentada nesta semana por executivos do JPMorgan.
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